Orkut.com
by
Tauana Jeffman
- setembro 16, 2012
Se você quer conhecer a história do Orkut (de forma resumida) e suas peculiaridades, esse livro é uma boa leitura. Com poucas palavras e com uma escrita harmoniosa, André Telles explana sobre como o Orkut teve seu inÃcio, e como as empresas poderiam tirar proveito dele. Ae encontramos o problema do livro, que eu acredito que seja (e será) o problema de muitos livros que abordem a temática de redes sociais, mÃdias sociais, internet e afins. O livro foi escrito em 2007, ou seja, a 5 anos atrás, e quando se refere à s potencialidades do Orkut, ele está totalmente defasado. Já no tÃtulo podemos observar isso: "maior site de relacionamentos do Brasil", pois desde o ano passo, o Orkut perdeu tal posição e hoje vive à sombra do Facebook e de outras redes sociais. Na época do livro, Telles tinha toda a razão, porém, suas previsões de atividades e potencialidades do Orkut, para este site ficou apenas na promessa, já no Facebook, tornou-se realidade.
O Orkut
De acordo com Recuero
(2010, p. 166), “o sistema foi criado por Orkut Buyukkokten, nas horas vagas,
enquanto o mesmo era aluno da Universidade Stanford e funcionário do Google, a
partir de uma ideia embrionária, chamada Club Nexus”. Em janeiro de 2004, o
Google lança oficialmente a rede social, e em 2005, o Orkut ganha sua versão em
português.
Cada usuário do Orkut[1],
segundo Telles (2007, p. 21), “possui uma conta e um perfil, no qual constam
algumas caracterÃsticas pessoais do usuário, sua descrição fÃsica, lista de livros
e música de preferência, um texto de apresentação”, entre outras informações.
Cada usuário pode adicionar, ou ser adicionado como “amigo”, por outros
usuários. O perfil do Orkut de um usuário diz muito sobre seus gostos,
preferências e personalidade. De acordo com Recuero (2010, p. 28), nos perfis
do Orkut “é clara a individualização e a construção pessoal de cada página. Ali
são expostos os gostos, as paixões, os ódios dos atores sociais”. Dentro do
Orkut, podemos encontrar as comunidades virtuais, grupos que o usuário escolhe
pertencer ou não, dependendo de sua identificação com o tema desta.
Quando Telles (2007)
publicou a obra Orkut.com: como você pode
e sua empresa podem tirar proveito do maior site de relacionamentos do Brasil,
tal plataforma ainda era a maior rede de relacionamentos do nosso paÃs. Em
2007, o autor propunha que o Orkut era a melhor forma de encontrar amigos e
interagir, de criar um marketing pessoal, encontrar empregos, relacionar-se com
pessoas com o qual possuÃmos afinidade, e até um meio de marketing online para
muitas empresas, o que o autor denominou de Orkut
Marketing.
É indubitável que o
Orkut teve uma forte atuação, principalmente no Brasil. Porém, com a ascensão
de outra rede de relacionamentos, o Facebook, o Orkut foi sendo esquecido, e as
promessas de que este seria o maior e melhor meio de interação foi ficando para
trás. Em setembro de 2011, o Facebook ultrapassa oficialmente o Orkut, em
números de usuários únicos no Brasil. Segundo o G1[2], no
mês de agosto, o “Facebook registrou 30,9 milhões de usuários únicos (68,2% dos
internautas no trabalho e em domicÃlios), contra 29 milhões do Orkut (64%)”. Apesar
de ter perdido o posto de maior rede social do Brasil, o Orkut ainda demonstra
alguns números expressivos. Contudo, muitos são os autores e pesquisadores que
decretam a morte do Orkut[3],
após o grande ápice do Facebook. Apesar de esses autores decretarem tal fato,
percebemos que o Orkut ainda atua como uma importante fonte de dados para
pesquisa. É no Orkut que encontramos muitas comunidades, e é dentro delas que podemos
melhor observar as conversações entre os usuários, seus pontos de vista, suas
opiniões, seus gostos e peculiaridades.
[1] Apesar de cada usuário poder
fazer um perfil com sua conta de e-mail, isso não o impede de criar outros
perfis fakes no Orkut, utilizando nomes e informações que não são seus.
[2] DisponÃvel em: .
Acesso em: 15 jul. 2012.
[3] Ver KONFIDE. DisponÃvel em: .
Acesso em: 15 jul. 2012. TEIXEIRA. DisponÃvel em: .
Acesso em: 15 jul. 2012.

