Eles estão no Twitter
by
Tauana Jeffman
- maio 30, 2014
Nós
comunicólogos estamos sempre buscando fontes de informação e conhecimento,
referências, livros, artigos, tudo o que pode nos auxiliar em nossos trabalhos,
pesquisas e compreensões. Para entender os fenômenos que nos cercam e que se
transformam constantemente, recorremos àqueles que dedicam seu tempo e sua
inteligência para compreender tais questões. A voz de um autor ou de um
pesquisador é sempre um norte de percepções, uma chama de luz que pode clarear
nossas ideias. Há pouco tempo atrás, os autores com os quais trabalhávamos
estavam distantes de nós, quase inalcançáveis (quando já não estavam
mortos). Mas hoje, o que tem ocorrido, é que cada dia mais, essas "vozes"
estão mais próximas, mais acessíveis, mais humanas. Para exemplificar tal
afirmação, basta uma busca no Twitter para encontrarmos o perfil (verdadeiro)
de diversos pesquisadores e autores. Aqui, listamos alguns nomes relevantes
para a área da comunicação, que os ofertam constantemente informação e
conhecimento de forma simples e rápida. Nada melhor do que seguir o perfil
certo para manter-se sempre atualizado.
Professor do Programa de Telecomunicações Interativas da Universidade de Nova York, prestou consultoria a diversas empresas, como Nokia, BBC, NewsCorp, Microsoft e Lego, e à Marinha dos Estados Unidos. Tem artigos publicados nos jornais New York Times, Wall Street Journal, Times e nas revistas Harvard Business Review, Business 2.0 e Wired. Autor de A Cultura da Participação (2011) e Lá vem todo mundo (2012).
Conhecido como o anticristo da era digital, Andrew Keen é um dos empreendedores pioneiros do Vale do Silício. Seus artigos sobre mídia, cultura e tecnologia digital são publicados em diversos periódicos. Tem um programa de entrevistas na Techcrunch.TV, dirigido sobretudo à análise da internet. Seu livro O culto do Amador, best-seller internacional que produziu uma fértil polêmica no meio midiático, foi publicado no Brasil pela Zahar em 2009. Publicou também a obra #Vertigem digital.

Durante uma conferência em outubro de 2004, O’Reilly cunhou o termo Web 2.0, utilizado para se referir à uma segunda fase da Web, ou dos serviços online. O autor argumenta que apesar deste termo ter sido utilizado essencialmente como um chavão de marketing, é necessário conceituá-lo, para que assim, diminua-se a grande quantidade de desacordos sobre o que este significa. Contudo, O’Reilly considera que o termo não é algo fechado e concreto, não possui um “limite rígido” nem demarcações, mas sim, um constitui-se como um “núcleo gravitacional”, onde podem ser inseridos, alguns princípios e práticas relativos aos sites e às plataformas. Também é o fundador da O'Reilly Media (editora especializada em publicações referentes à internet e tecnologia). Promove palestras, eventos e é um entusiasta do software livre.
É sociólogo, professor na Sorbonne – Paris V e diretor do Centro de Estudos do Atual e do Cotidiano (CEAQ). Tendo como orientador de seu doutorado o teórico Gilbert Durand, Maffesoli caracteriza-se por disseminar as noções deste e de Bachelard20 sobre o imaginário, através de um “pensamento menos moralista” (SILVA, 2011, p. 310). De acordo com Paiva (2004, p. 30), Maffesoli, “de Bachelard, recolhe os saberes diurno e noturno, e os reúne numa perspectiva híbrida que abrange o aspecto dionisíaco, nômade e tribalista da cultura”, e em Durand, “aprende as analogias, imagens e metáforas, mas trata de abolir os conceitos mecânicos como esquemas, estruturas e tipologias”. Autor de obras como O Tempo Retorna, O Tempo das Tribos, A Transfirguração do Político, O Instante Eterno, O Ritmo da Vida, O conhecimento comum, entre outros.
Duncan Watts
Autor de Seis graus de separação e Tudo é óbvio. Ficou conhecido no meio acadêmico por defender, junto com Steven Strogatz a teoria dos mundos pequenos, ou, os seis graus de separação. Suas pesquisas assemelham-se com as pesquisas de Laszlo Barabasi. Também é pesquisador da Microsoft.
Físico, professor de Harvard e autor do livro Linked: a ciência das redes, aperfeiçoou a teoria de Watts ao perceber que, além de os elementos se conectarem criando mundos pequenos, alguns deles possuem muito mais conexões entre outros. Tais elementos foram denominados por Barabási como hubs, teoria que desconstrói a ideia de que na internet todos somos iguais.
Autor do livro A cultura da Convergência, Spreadable media, entre outras obras, é considerado um dos pesquisadores da mídia mais influentes atualmente. Página oficial: henryjenkins.org
Howard Rheingold Foi o pioneiro na compreensão e análise das comunidades na internet, publicando a obra A Comunidade virtual. É crítico, escritor e professor. Em 2002, publicou a obra Smart Mobs: The Next Social Revolution, compreendendo o papel da tecnologia para o desenvolvimento de uma inteligência coletiva. Em 2013, visitou o Brasil e palestrou no evento Imaginário em Rede, na PUCRS.
Página oficial: www.rheingold.com
Pierre Levy Um dos mais importantes pesquisadores da internet, dedica-se à compreensão da cibercultura, da inteligência coletiva, da memória coletiva, e do virtual. Autor de diversos livros sobre o tema. Em suma, reflete sobre as mudanças que ocorrem na sociedade e na tecnologia quando ocorre a intersecção destes dois contextos. Sua última pretensão é calcular e quantificar a inteligência coletiva.
É bacharel em comunicação e cultura, autora do livro O poder das redes sociais e palestrante. Possui ampla experiência com marketing e redes sociais. É bastante conhecida no meio da tecnologia, sendo considerada uma das mulheres mais influentes deste meio pela revista Fast Company. Defende a teoria do Whuffie (o capital social na era digital).
Daniel Miller
Antropólogo e estudioso da "cultura material", ou da humanidade dos objetos. Autor do livro Trecos, Troços e coisas.









