A Cornetto e o Cupido
by
Tauana Jeffman
- abril 05, 2014
Cá estava eu, preparando uma aula sobre storytelling, quando uma amiga me marcou em um post no Facebook que continha o link de um vÃdeo. O tÃtulo era apenas "Cupido - Legendado".
Quando terminei a aula, resolvi olhar o vÃdeo. Depois de ficar encantada e de chorar glitter com tanta lindeza, eu oxigenei o cérebro e percebi que o vÃdeo era produzido pela Cornetto. Sim! Eu tinha acabado de ver o storytelling mais lindo e fofo do mundo.
Na mesma hora, comecei a pesquisar para comprovar que eu não tinha visto errado por estar com essa temática tão forte na cabeça. Não encontrei muita coisa falando sobre o vÃdeo, mas confirmei que se tratava de uma ação da marca e que eu não estava pirando. Foi aà que eu comecei a perceber a relação da marca com a temática cupido/amor e fiquei mais fã ainda.
No vÃdeo que assisti, Laura é uma garçonete que tem uma voz de anjo e começa a cantar na lanchonete que trabalha. O problema é que ela se apaixona por um cliente que não dá a mÃnima para as suas canções, e muito menos para ela. Após uma ajudinha especial, Laura descobre por que não chama a atenção do moço, e também um jeito de mudar a situação. Nem precisa dizer que assisti a última canção com os olhos cheios de lágrimas, e aplaudindo de pé a Cornetto. Sim! Foi sensacional e que me perdoem os céticos.
Por que eu acredito que este seja um exemplo de storytelling? Segundo o Bruno Scartozzoni, o cara do storytelling aqui no Brasil, storytelling "é basicamente contar histórias, que por sua vez é a arte de ordenar fatos em um tipo de sequência que é capaz de entreter e transmitir conhecimento ao mesmo tempo". Ou seja, ao mesmo tempo que a Cornetto nos entretêm, ela nos transmite uma mensagem e, junto, grava sua marca em nossas mentes e em nossos corações.
Além disso, o vÃdeo tem todos os elementos de uma narrativa, e por consequência, os elementos que compõem um storytelling, pois não é qualquer vÃdeo que pode ser considerado uma narrativa. No filme, nós temos um universo (a lancheria), uma protagonista (Laura), um conflito (ele não dá bola pra ela e ela está apaixonada), uma ação (confira no vÃdeo) e uma transformação (confira no vÃdeo). Através da história, que é narrada pelo cupido, a Cornetto divulga a marca de forma consistente e coerente com a sua linha estratégica de comunicação.
Ao narra a história, o cupido diz que coleciona histórias de amor, então descobrimos que Laura não é a única que tem sua história narrada. Há mais histórias de amor. No entanto, acredito que apenas o filme de Laura foi legendado, porém, logo logo os filmes terão suas versões dubladas. Alguns deles serão dublados pela Bruna Marquezini e pelo Dudu Azevedo.
E aà você me pergunta: o que a Cornetto e o cupido e suas histórias de amor têm em comum?
A marca está trabalhando com essa temática há pelo menos mais de um ano. Em 2013, eles realizaram uma ação com a sua máquina batizada de "Cornetto Cupidity". Segundo o blog Comunicadores, " estrutura é semelhante à uma cabine de fotos tradicional, mas antes da fotografia, é necessário que você cadastre seu e-mail ou perfil do Facebook e depois selecione seus gostos". Nesta cabine, você não sai com uma foto sua, mas sim, "uma foto de outra pessoa que participou da ação, que possui coisas em comum com você e que está na mesma festa e também vem o Facebook (ou e-mail) para um possÃvel contato posterior". A Cornetto dá uma de cupido e auxilia você a encontrar a pessoa que mais combina. E se você for meio cegueta, as pulseiras de neon que os participantes da cabine ganham podem te ajudar. E se mesmo assim você não localizou a outra metade da sua laranja, alguns promotores da Cornetto caracterizados de cupido te ajudam na busca.
Ficou com vontade de comer um sorvete? Eu sim. =]
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