4 de Dezembro. Dia da Propaganda.
by
Tauana Jeffman
- dezembro 07, 2010
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| Essa imagem você já viu, não? |
Foi no dia 04 de dezembro de 1936, numa cidade chamada Buenos Aires, na Argentina, que reuniram-se publicitários e profissionais da comunicação, num evento organizado pela Associación Argentina de Agencias de Publicidad. Então, a partir do ao de 1937, essa data tornou-se conhecida como o Dia Pan-Americano da Propaganda. Porém, foi somente a partir de 1970 que a data passou realmente a ser conhecida.
No Brasil, não se sabe bem o porquê, nos anos 70, a data transformou-se no Dia Mundial da Propaganda. Segundo dados do IBGE, o Dia do Publicitário é no dia 1º de fevereiro, e ainda na década de 70, Aroldo Araújo conseguiu oficializar outras três datas referentes à publicidade no Brasil: Dia da Mídia - 21 de julho, Dia do Anunciante - 29 de setembro e Dia do Contato Publicitário - 21 de outubro.
Encontrei alguns anúncios sobre o Dia da Propaganda, muito inteligentes e interessantes, como se pode esperar dos colegas.
O publicitário do ano
Na Zero Hora, do Dia da Propaganda, podemos ler uma reportagem com o publicitário Cesar Paim, eleito o publicitário do ano. A premiação foi promovida pela Associação Riograndense de Propaganda (ARP), e realizada no centro de eventos do BarraShoppingSul, em Porto Alegre, durante o Jantar da Propaganda.
Os vencedores
No mesmo evento que condecorou Paim, também premiou outros profissionais da área. Palmas para a Agência Escala, que além de ser escolhida como a agência de publicidade do ano e empresa de comunicação do ano, também teve muitos de seus colaboradores premiados.
No mesmo evento que condecorou Paim, também premiou outros profissionais da área. Palmas para a Agência Escala, que além de ser escolhida como a agência de publicidade do ano e empresa de comunicação do ano, também teve muitos de seus colaboradores premiados.
Publicitário do Ano: Cesar Paim (Paim)
Agência de Publicidade do Ano: Escala
Empresa de Comunicação do Ano: Escala
Veículo do Ano: ClicRBS
Grand Prix de Platina: Mumu Brancolorido, da DCS para Vonpar Alimentos
Profissional de Atendimento de Veículo do Ano: Andrea Correa (RBS TV)
Produtora de Cine TV do Ano: Zeppelin Produções
Produtora de Áudio do Ano: Lado B
Fornecedor Gráfico do Ano: Impresul Serviços Gráficos
Empresa de Web do Ano: W3haus
Empresa de Design e Merchandising do Ano: GlobalComm
Empresa de Marketing Promocional do Ano: Duplo M
Diretor de Criação do Ano: Eduardo Axelrud (Escala) e Regis Montagna (Escala)
Diretor de Arte do Ano: Gregory Kickow (DCS)
Redator do Ano: Rodrigo Pinto (Paim)
Profissional de Mídia: Clarrisa Coelho da Costa (Escala)
Profissional de Atendimento do Ano: Alessandra Vieira (Escala)
Profissional de Planejamento do Ano: Lara Piccoli (Paim)
Profissional de RTVC do Ano: Melissa Bordin (Paim)
Profissional de Produção Gráfica do Ano: Giuliana Giora (Escala)
Arte finalista do Ano: Geferson Barths (Escala)
Nos aguardem
Aproveito para dizer aos meus colegas de curso, da primeira turma de comunicação social - Habilitação em Publicidade e Propaganda, que foi uma honra ter convivido com pessoas tão capacitadas e marcantes como eles. Eu ganhei amigos, e o mercado de trabalho ganhou profissionais capacitados, criativos e competentes. Pessoas, em breve, seremos nós, os que farão parte da história da comunicação como os melhores do ano, assim como já fizemos a diferença na história de São Borja e região.
"Cronicando" publicitários
Li a crônica "O desafio", no livro A mãe do Freud, de Luiz Fernando Veríssimo, que reflete bem o esteriótipo que construíram e ainda constroem sobre um publicitário. Aquele que consegue vender até gelo pra Esquimó, que o que importa é chegar ao objetivo do cliente, sem se importar como, nem por que. Mas nós, publicitários, sabemos que isso é NEBA - Não É Bem Assim, como já dizia o professor Marcelo. Será que será assim? Como na crônica?
O desafio
Um publicitário morreu e, como era da área de atendimento e mau para o pessoal da criação, foi para o inferno. O Diabo, que todos os dias recebe um print-out com o nome e a profissão de todos os admitidos na data anterior, mandou que o publicitário fosse tirado da grelha e levado ao seu escritório. Queria fazer-lhe uma proposta. Se ele aceitasse, sua carga de castigos diminuiria e ele teria regalias. Ar condicionado, etc.
- Qual é a proposta?
- Temos que melhorar a imagem do Inferno. - disse o Diabo. - Falam as piores coisas do Inferno. Queremos mudar isso.
- Mas o que é que pode se dizer de bom disto aqui? Nada.
- Por isso é que precisamos de publicidade!
O publicitário topou. Era um desafio. E as regalias eram atraentes. Quis saber algumas das coisas que diziam do Inferno e que mais irritava o Diabo.
- Bem. Dizem que aqui todos os cozinheiros são ingleses, todos os garçons são italianos, todos os motoristas de taxi são franceses e todos os humoristas são alemães.
- E é verdade?
- É.
- Hmmm - disse o publicitário. - Uma das técnicas que podemos usar é a de transformar desvantagem em vantagem. Pegar a coisa pelo outro lado.
Sua cabeça já estava funcionando. Continuou:
- Os cozinheiros ingleses, por exemplo. Podemos dizer que a comida é tão ruim que este é o lugar ideal para emagrecer. Além de tudo, já é uma sauna.
- Bom, bom.
- Garçons italianos. Servem a mesa pessimamente. Mas cantam, conversam, brigam. Isto é, ajudam a distrair a atenção da comida inglesa.
- Ótimo.
- Motoristas franceses. São mal-humorados e grosseiros. Isso desestimula o uso do táxi e promove as caminhadas. É econômico e saudável. Também provoca indignação generalizada, une a população e combate a apatia.
- Muito bom!
- Uma situação que não seria amenizada pelos humoristas. Os humoristas, como se sabe, não tem qualquer função social. Eles só servem para desmobilizar as pessoas, criar um clima de lassidão e deboche, quando não de perigosa alienação. Isto não acontece com os humoristas alemães, cuja falta de graça só aumenta a revolta geral, mantendo a população ativa e séria. O alívio cômico é dado pelos garçons italianos.
- Perfeito! - exclamou o Diabo. - Já vi que acertei. quando podemos começar a campanha?
- Espere um pouco, disse o publicitário. - Temos que combinar algumas coisas, antes. Por exemplo: a verba.
- Isso já não é comigo - disse o Diabo. - É com o pessoal da área econômica. Você pode tratar com eles. E aproveitar para acertar o seu contrato.
Com isso o Diabo apertou um botão do intercomunicador vermelho que havia sobre sua mesa e disse:
- Dona Henriqueta, diga para o Silva vir até a minha sala.
- Silva? - estranhou o publicitário.
- Nosso gerente financeiro. Toda a nossa economia é dirigida por brasileiros.
Aí o publicitário suspirou, levantou e disse:
-Me devolve pra grelha...
VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mãe do Freud. São Paulo: Círculo do Livro, 1985. p. 95-97
Agência de Publicidade do Ano: Escala
Empresa de Comunicação do Ano: Escala
Veículo do Ano: ClicRBS
Grand Prix de Platina: Mumu Brancolorido, da DCS para Vonpar Alimentos
Profissional de Atendimento de Veículo do Ano: Andrea Correa (RBS TV)
Produtora de Cine TV do Ano: Zeppelin Produções
Produtora de Áudio do Ano: Lado B
Fornecedor Gráfico do Ano: Impresul Serviços Gráficos
Empresa de Web do Ano: W3haus
Empresa de Design e Merchandising do Ano: GlobalComm
Empresa de Marketing Promocional do Ano: Duplo M
Diretor de Criação do Ano: Eduardo Axelrud (Escala) e Regis Montagna (Escala)
Diretor de Arte do Ano: Gregory Kickow (DCS)
Redator do Ano: Rodrigo Pinto (Paim)
Profissional de Mídia: Clarrisa Coelho da Costa (Escala)
Profissional de Atendimento do Ano: Alessandra Vieira (Escala)
Profissional de Planejamento do Ano: Lara Piccoli (Paim)
Profissional de RTVC do Ano: Melissa Bordin (Paim)
Profissional de Produção Gráfica do Ano: Giuliana Giora (Escala)
Arte finalista do Ano: Geferson Barths (Escala)
Nos aguardem
| 1º Turma de Publicidade e Propaganda - UNIPAMPA |
Aproveito para dizer aos meus colegas de curso, da primeira turma de comunicação social - Habilitação em Publicidade e Propaganda, que foi uma honra ter convivido com pessoas tão capacitadas e marcantes como eles. Eu ganhei amigos, e o mercado de trabalho ganhou profissionais capacitados, criativos e competentes. Pessoas, em breve, seremos nós, os que farão parte da história da comunicação como os melhores do ano, assim como já fizemos a diferença na história de São Borja e região.
| Manas miojo, as publicitárias. |
"Cronicando" publicitários
Li a crônica "O desafio", no livro A mãe do Freud, de Luiz Fernando Veríssimo, que reflete bem o esteriótipo que construíram e ainda constroem sobre um publicitário. Aquele que consegue vender até gelo pra Esquimó, que o que importa é chegar ao objetivo do cliente, sem se importar como, nem por que. Mas nós, publicitários, sabemos que isso é NEBA - Não É Bem Assim, como já dizia o professor Marcelo. Será que será assim? Como na crônica?
O desafio
Um publicitário morreu e, como era da área de atendimento e mau para o pessoal da criação, foi para o inferno. O Diabo, que todos os dias recebe um print-out com o nome e a profissão de todos os admitidos na data anterior, mandou que o publicitário fosse tirado da grelha e levado ao seu escritório. Queria fazer-lhe uma proposta. Se ele aceitasse, sua carga de castigos diminuiria e ele teria regalias. Ar condicionado, etc.
- Qual é a proposta?
- Temos que melhorar a imagem do Inferno. - disse o Diabo. - Falam as piores coisas do Inferno. Queremos mudar isso.
- Mas o que é que pode se dizer de bom disto aqui? Nada.
- Por isso é que precisamos de publicidade!
O publicitário topou. Era um desafio. E as regalias eram atraentes. Quis saber algumas das coisas que diziam do Inferno e que mais irritava o Diabo.
- Bem. Dizem que aqui todos os cozinheiros são ingleses, todos os garçons são italianos, todos os motoristas de taxi são franceses e todos os humoristas são alemães.
- E é verdade?
- É.
- Hmmm - disse o publicitário. - Uma das técnicas que podemos usar é a de transformar desvantagem em vantagem. Pegar a coisa pelo outro lado.
Sua cabeça já estava funcionando. Continuou:
- Os cozinheiros ingleses, por exemplo. Podemos dizer que a comida é tão ruim que este é o lugar ideal para emagrecer. Além de tudo, já é uma sauna.
- Bom, bom.
- Garçons italianos. Servem a mesa pessimamente. Mas cantam, conversam, brigam. Isto é, ajudam a distrair a atenção da comida inglesa.
- Ótimo.
- Motoristas franceses. São mal-humorados e grosseiros. Isso desestimula o uso do táxi e promove as caminhadas. É econômico e saudável. Também provoca indignação generalizada, une a população e combate a apatia.
- Muito bom!
- Uma situação que não seria amenizada pelos humoristas. Os humoristas, como se sabe, não tem qualquer função social. Eles só servem para desmobilizar as pessoas, criar um clima de lassidão e deboche, quando não de perigosa alienação. Isto não acontece com os humoristas alemães, cuja falta de graça só aumenta a revolta geral, mantendo a população ativa e séria. O alívio cômico é dado pelos garçons italianos.
- Perfeito! - exclamou o Diabo. - Já vi que acertei. quando podemos começar a campanha?
- Espere um pouco, disse o publicitário. - Temos que combinar algumas coisas, antes. Por exemplo: a verba.
- Isso já não é comigo - disse o Diabo. - É com o pessoal da área econômica. Você pode tratar com eles. E aproveitar para acertar o seu contrato.
Com isso o Diabo apertou um botão do intercomunicador vermelho que havia sobre sua mesa e disse:
- Dona Henriqueta, diga para o Silva vir até a minha sala.
- Silva? - estranhou o publicitário.
- Nosso gerente financeiro. Toda a nossa economia é dirigida por brasileiros.
Aí o publicitário suspirou, levantou e disse:
-Me devolve pra grelha...
VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mãe do Freud. São Paulo: Círculo do Livro, 1985. p. 95-97


