Acessibilidade - UX
by
Tauana Jeffman
- maio 22, 2012
"Acessibilidade na web, significa, uma internet verdadeiramente inclusiva"
Acessibilidade e acessibilidade na Web. O que é isso? Confesso que, como uma iniciante na área de arquitetura de informação, preciso de muita leitura para conseguir captar esse conceito de "acessibilidade na Web". Esse post será uma tentativa de resumo de alguns materiais que estão disponíveis na Net, acerca do tema.
Estudos e percepções acerca do tema
O curso da Faber Ludens, sobre acessibilidade, fala-nos do conceito de Design Universal, que de acordo com Vanderheinden (2000), “é a preocupação no design de produtos de tal forma que sejam utilizáveis pelo mais vasto público possível, operando nas mais variadas situações e sendo ainda comercialmente viáveis”. Enfim, é um design para todos.
Porém, não existe um produto universalmente usável. Então, "o design universal deve ser tomado como uma meta a ser alcançada, mesmo que inatingível, porém orientadora no projeto de produtos".
Faber Ludens fala-nos sobre Tecnologias assistivas, que de acordo com Clik (2001), nada mais é do que o conceito de “todo e qualquer item, equipamento, produto ou sistema que propicia, ao portador de deficiência, uma vida mais independente, produtiva, agradável, e bem sucedida, por meio do aumento, manutenção ou devolução das capacidades funcionais dessa pessoa.” Por exemplo, para aqueles:
Estudos e percepções acerca do tema
O curso da Faber Ludens, sobre acessibilidade, fala-nos do conceito de Design Universal, que de acordo com Vanderheinden (2000), “é a preocupação no design de produtos de tal forma que sejam utilizáveis pelo mais vasto público possível, operando nas mais variadas situações e sendo ainda comercialmente viáveis”. Enfim, é um design para todos.
Porém, não existe um produto universalmente usável. Então, "o design universal deve ser tomado como uma meta a ser alcançada, mesmo que inatingível, porém orientadora no projeto de produtos".
Faber Ludens fala-nos sobre Tecnologias assistivas, que de acordo com Clik (2001), nada mais é do que o conceito de “todo e qualquer item, equipamento, produto ou sistema que propicia, ao portador de deficiência, uma vida mais independente, produtiva, agradável, e bem sucedida, por meio do aumento, manutenção ou devolução das capacidades funcionais dessa pessoa.” Por exemplo, para aqueles:
Tecnologias assistivas podem ser "vídeo com descrição textual, áudio com legenda, imagens com textos alternativos, ajustes (volume, tamanho de caracteres), sumários, mapas do site, linguagem simples e familiar, ícones consistentes, portas automáticas, calçadas rebaixadas, sapatos e roupas com velcro, dispositivos apontadores alternativos, amplificadores de áudio, softwares leitores de tela, ampliadores de caracteres monitor Braille". Tais produtos desenvolvidos dentro do contexto de design universal, "devem ser compatíveis com tecnologias assistivas normalmente utilizadas por pessoas com problemas físicos, visuais, auditivos e cognitivos".
Já o design acessível é um subconjunto do design universal. Sendo que, promover a acessibilidade é "remover barreiras que impeçam as pessoas deficientes de participarem de atividades do cotidiano, incluindo o uso de serviços, produtos e informação". A acessibilidade na web é
Os deficientes e a acessibilidade na web
De acordo com Cláudia Dias (2007), "projetar para um público variado, sem dúvida, torna o produto melhor e mais fácil de ser usado por qualquer pessoa". Sendo que, 1 em cada 10 pessoas tem algum tipo de deficiência. Segundo a OMS (Organização Mundial de saúde), 180 milhões de pessoas (3% da população) apresenta algum grau de deficiência visual. 40 milhões de pessoas são cegas. Aproximadamente 0,1% das crianças nascem com deficiência auditiva grave profunda. 121 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência auditiva.
Abaixo, encontram-se dois vídeos: "Acessibilidade Web. Custo ou Benefício?" Vale a pena conferir. =]
O que já está acontecendo
A Universidade de Stanford oferece-nos um vídeo apresentando-nos um projeto de Tablets para deficientes visuais. Fato que até então eu não tinha percebido ser possível, já que para trabalhar com Tablets e Ipad's, a visão "era" fundamental. O Tablet une-se ao braille. De acordo com WebFriend, "durante o verão, a Universidade de Stanford convida grupos de alunos de diversas universidades do país para uma imersão de 2 meses na área de computação avançada. E desta vez a acessibilidade foi a escolha de Adam, Lew e Dharmaraja.
A ideia era tornar o tablet acessível à uma pessoa com deficiência visual, porém como fazer isso se a tela do aparelho é completamente lisa? Ai é que surge a ideia brilhante. Um aplicativo que quando se posicionam os dedos na tela identifica cada um e associa as letras a eles. E não importa o tamanho dos dedos, o aplicativo se adapta ao perfil do usuário. Enfim, um aplicativo que se adapta ao usuário e não o contrário. Palmas para gurizada". A seguir, podemos ver uma demonstração deste sistema feita por Dharmaraja.
A ideia era tornar o tablet acessível à uma pessoa com deficiência visual, porém como fazer isso se a tela do aparelho é completamente lisa? Ai é que surge a ideia brilhante. Um aplicativo que quando se posicionam os dedos na tela identifica cada um e associa as letras a eles. E não importa o tamanho dos dedos, o aplicativo se adapta ao perfil do usuário. Enfim, um aplicativo que se adapta ao usuário e não o contrário. Palmas para gurizada". A seguir, podemos ver uma demonstração deste sistema feita por Dharmaraja.
Um caso super interessante
Outro caso interessante é o do Lucal Radaelli, "programador, twitteiro, deficiente visual, nerd e louco". É interessante perceber como Lucas é uma pessoa tão ativa na internet, é "programador" (O.O), e a deficiência visual não lhe impediu de fazer o que desejava. Publicada inicialmente no NerdCast, lá você pode ouvir a entrevista completa com o Lucas.
Material interessante sobre Acessibilidade na Web
Agora, mesmo quando se trata de usuários "sem" algum tipo de deficiência, a interface deve ser sido projetada com o cuidado de ser o mais intuitivo possível para o seu usuário. Sobre padrões na web, Henrique Pereira nos oferece um post sobre tal assunto, indagando-nos sobre "quem deve se preocupar com os padrões web?". De acordo com Pereira, "falar sobre web standards com profissionais especializados nesta área é completamente diferente de falar com os outros profissionais envolvidos no processo. A linguagem e os objetivos são diferentes. Os gerentes de projetos querem saber apenas se aquilo vai reduzir o custo e aumentar a produtividade do projeto, o empresário só quer saber se isso vai agregar algum benefício para o produto final e junto com o departamento de marketing, querem saber como isto pode ser vendido e agregar valor a empresa. O programador só está interessado se o HTML que você entregar vai facilitar a vida dele na hora de utilizar as classes que já vem prontas no Visual Studio ou com as próprias classes que ele já criou antes para facilitar a própria vida. E ainda tem aqueles que só se importam com o design e o conteúdo do site, e se um site 'funciona', não interessa o código que está por trás, o importante é funcionar e ser entregue no prazo."
Pereira compara os profissionais que não preocupam-se com os padrões Web como médicos que não se preocupam em indicar Placebo, por exemplo, aos seus pacientes. A lógica desta comparação é que, o paciente procura o médico em busca da cura de seu problema, e não preocupa-se, geralmente, se for através de Placebo ou medicamentos mais indicados. O médico que deseja apenas a cura imediata do paciente, sem maiores preocupações, poderá indicar para tais fins, o Placebo. Mas, como lembra Pereira, é de se duvidar que a "comunidade médica internacional vai aceitar um profissional cujo único método seja isto, receitar placebos". Fazendo uma analogia com o marketing, é a mesma coisa que "empurrar para seus clientes aquele celular grandão de 10 anos atrás simplesmente justificando que é um bom aparelho e que ele funciona perfeitamente e é bastante eficiente quando trata-se de 'falar ao celular'. Ou até mesmo oferecer uma vitrola justificando que possuiu uma agulha perfeita para ler discos de vinil."
Para Pereira, é de responsabilidade do web designer ter conhecimento de sua metodologia de trabalho, além de saber "justificá-la e saber validar isso com os outros profissionais envolvidos no projeto e deixar claro o que faz e o que não faz parte do processo".
Diego Eis, acrescenta suas considerações sobre o post de Henrique Pereira. Para Eis, "as pessoas são muito diferentes, portanto elas são 'conquistadas' de maneiras diferentes. Pensar em como conquistar o cliente, o chefe e o seu colega desenvolvedor é uma tarefa que deve ser feita com calma. Cada um deles tem suas necessidades e por conta disso eles tem pensamentos diferentes sobre determinado assunto. Cada um destes pensamentos devem ser abordados de maneiras diferentes na apresentação das vantagens que a adoção dos Padrões trará." Para Eis, todo mundo precisa de preocupar com os padrões Web, pois segundo este, "o chefe precisa saber, mesmo que muito resumidamente o que é essa tal metodologia que o está ajudando a economizar gastos. O desenvolvedor precisa saber quais tecnologias fazem parte deste novo pensamento e acima de tudo como utilizá-las para obter o melhor de suas capacidades. O cliente? O cliente precisa saber se aquele site é acessível pelo seu PocketPC e que mesmo se ele estiver usando um celular, ele poderá efetuar sua compra".
Bibliografias interessantes:
Usabilidade na Web: criando portais mais acessíveis.
DIAS, Claudia
RIFKIN, Jeremy
A Galáxia Internet: Reflexões sobre internet.
CASTELLS, Manuel
CASTELLS, Manuel
LÉVY, Pierre
LÉVY, Pierre
Comércio Eletrônico: modelo, aspecto e contribuição
ALBERTIN, Alberto Luiz
Exclusão Digital: a miséria na era da informação
SILVEIRA, Sérgio Amadeu da
Links interessantes:
PDF interessante:
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