Como o mundo faz amor
by
Tauana Jeffman
- setembro 19, 2012
Confesso que no início deste livro, eu pensei: "Nossa, que cara babaca!". Mas esse cara babaca escrevia bem, e então eu continuei a leitura, até porque, o livro é muito interessante mesmo.
A história do livro é basicamente a seguinte: Franz ia se casar, mas sua noiva não tava gostando muito do fato, e resolveu não aparecer no dia do casamento. Vendo-se em uma festa de casamento, com seus convidados, mas abandonado, Franz resolveu aproveitar e fazer uma comemoração em família, aproveitou o local, a bebida e a comida que tinha providenciado para seu casamento. Mas ele também tinha providenciado a lua de mel, e tinha uma viagem paga, para duas pessoas, lhe esperando. Foi então que Franz teve a ideia de manter a viagem, e no lugar da noiva, levar o irmão, recém separado. Sem faltar senso de humor, o irmão pediu para entrar na suíte do hotel no colo de Franz.
A lua de mel com o irmão foi tão legal, e fez Franz refletir tanto sobre o amor, que ele decidiu prolongá-la por mais 2 anos, e ir conhecer "como o mundo faz amor". Ele convenceu o irmão a ir junto, vendeu a ideia do livro, e traçou uma rota de lugares estratégicos para visitar. O primeiro deles foi (adivinhem?!?!) o Brasil, mais precisamente, o Rio de Janeiro.
No capítulo Possibilidades: Brasil, o autor conta-nos um pouco porque considera o Brasil o país do amor e da sexualidade. Bom, era o único lugar onde tinha uma "amiga colorida" lhe esperando, e lhe mostrando os motéis da cidade.
Sobre o Brasil, Franz escreveu: "Todas as regiões do mundo exercem seu papel. A Suíça optou pelo chocolate. As ilhas Cayman optaram pela lavagem de dinheiro. Branson, no Missouri, saiu-se com Mickey Gilley e Yakov Smirnoff. Já o Brasil escolheu o amor e a sexualidade. Agora me diga quem escolheu melhor." Obviamente, o autor entende o Rio de Janeiro como o Brasil. Típico.
Depois do Brasil, ele vai para a Índia, o país do Kama Sutra, e descobre que o manual do amor e do sexo, em seu país de origem, é motivo de piada, e que ninguém lá lê ou dá importância para a obra. Ainda mais que, segundo o Franz, o autor do Kama Sutra morreu virgem. Franz visitou também a Nicarágua, o Egito, a República Theca, África e a Nova Zelândia.
Bom, além de poder conhecer o que as pessoas do mundo pensam sobre o amor, e como elas lidam com os relacionamentos amorosos, é legal acompanhar o amadurecimento de Franz e como ele deixou de ser um babaca e tornou-se um cara legal. O autor, de um cara que já terminou um relacionamento porque uma namorada mandou ele "maneirar com o sal", passou a ser um homem que aceitou o que sentia, ignorou a razão e resolveu arriscar-se em um relacionamento com uma aspirante a atriz, com um filho de 4 anos. Ele passou a acreditar mais no amor, pois o mundo o incentivou a acreditar, e assim, ele sai de uma chuva na África, entra em uma joalheria, pede Tracy em casamento e termina o livro descrevendo como está feliz, e como ajudou sua esposa a ter o filho deles em casa, em uma banheira.
Amar é envolver-se com o outro, é assumir risco, é esquecer planejamentos, é ficar. "Porque o amor não vai embora no dia seguinte".
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| Franz e seu irmão Kurt. |





