Uma vez mais
vê-se que entre a imagem-lembrança, fragmento do passado encarnado em um
esquema motor presente, e a percepção, esquema motor presente em que se encarna
a lembrança passada, não serÃamos capazes de encontrar uma diferença real. P.
47
A imagem, com
efeito, permanece uma coisa, um elemento fixo, agregando-se a outras imagens,
não pode produzir mais do que um trabalho de mosaico. P. 50
“É preciso
fazer com que a psicologia tradicional entenda que suas imagens com arestas
vivas não constituem senão uma mÃnima parte de uma consciência concreta e
viva”. P. 67
O primeiro
passo de nossos filósofos foi no sentido d identificar imagem e percepção: o
segundo deve ser no sentido de distingui-las. P. 71
Estamos em face de um mundo de
imagens. Aquelas que têm um correspondente exterior são chamadas verdadeiras ou
“percepções”, as outras são chamadas “imagens mentais”. P. 72
Hume: as
percepções são “impressões fortes”, as imagens “impressões fracas”. P. 72
(...) não há
mais reconhecimento da imagem como imagem. Ao contrário, a imagem se oferece ao
senso Ãntimo primeiramente como sensação. P. 74
(...) em vez
da natureza profunda da imagem nos ser revelada por um conhecimento imediato e
certo, nunca estaremos seguros de tal conteúdo psÃquico aparecido em tal dia
tal hora tenha sido, verdadeiramente, uma imagem. P. 80
Toda teoria
da imaginação deve satisfazer a duas exigências: deve dar conta da
discriminação espontânea que o espÃrito opera entre suas imagens e suas
percepções, e deve explicar o papel que desempenha a imagem nas operações do
pensamento. P. 97