Dez (quase) amores
Dez (quase) amores. Esse quase é que sempre atrapalha. Claudia Tajes é perfeita ao contar a história de Maria Ana, uma jornalista e perfeito exemplar de "mulher solteira procura". O livro fala sobre 10 histórias que poderiam ter se tornado grandes histórias de amor. E Tajes sabe contá-las com o melhor do seu humor inteligente e perspicaz.
As histórias acontecem com o vizinho, o colega, o mestrando de sociologia, o fotógrafo, o estudante de educação física, o papai noel, o médico japonês, o mágico do circo, o mestre budista e o artista plástico. É engraçado perceber nas histórias de Maria Ana, o quanto podemos ser ecléticas na escolhas de nossos namorados. De papai noel à mágico.
Talvez, sejam pequenas coisas que nos agradam em cada um, pequenos ou grandes traços de personalidade que nos chamam a atenção, nos hipnotizam e nos fascinam, naquele exato momento de nossas vidas. Alguns ex nos parecem um filme de terror, que você nem quer lembrar que foi a protagonista. Mas na época do namoro, o filme lhe parecia um Romeu e Julieta.
O quase de Maria Ana, é aquele quase que acontece com todas nós, e sua frequência, tem o poder de transformar nossos corações humanos, em corações de lagartixa. Aquele que é dilacerado em vários pedaços, mas regenera-se para estar novo em folha para o próximo esquartejador. E assim seguimos, até encontrarmos alguém que não possua a faca, mas o esparadrapo, a solução para as nossas feridas. Se essa pessoa não aparecer, não significa que você deva ser uma zumbi à procura de alguém, e ainda por cima, derramando sangue. Já que temos o coração de lagartixa, vamos aproveitá-lo e tentar sempre fazer dar certo. "Porque amar é um eterno correr risco. E só quem tem coragem pode amar de verdade", como já dizia o livro: Meu jeito de dizer eu te amo.

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