Elementos de Semiologia

by - março 14, 2013


     Não quero desmotivar ninguém antes de iniciar a leitura do livro, mas pra entendê-lo e assimilar seu conteúdo tem que ter dedicação, porque esse livro é tinhoso. Aliás, acredito que minha graduação se divide entre antes e depois de Elementos de Semiologia. Mas apesar de tinhoso, a obra é bibliografia básica nos cursos de comunicação (pelo menos naqueles que oferecem a disciplina de semiótica). Enfim, vamos ao livro, apenas lembrando que eu não sou professora de semiótica e este é um humilde resumo. 


Introdução

Semiologia: ciência geral dos signos. 

I- Língua e Fala

A língua é [...], praticamente, a linguagem menos a fala: é, ao mesmo tempo, uma instituição social e um sistema de valores. p. 13

A Língua é, em suma, o produto e o instrumento da Fala. p. 19

[...] pode-se dizer que, na maioria das línguas semiológicas, o signo é verdadeiramente "arbitrário", já que se funda, artificialmente, por uma decisão unilateral [...] p. 33.  

[...] de outro lado, as línguas elaboradas "por decisão" não são inteiramente livres ("arbitrárias"), sofrem a determinação da coletividade [...] p. 33


II- Significado e Significante

II. 1 O Signo

O significado e o significante são, na terminologia saussuriana, os componentes do signo. p.39

Significante: Plano de expressão > Significado: Plano de conteúdo. 


II.2 O Significado 

O Significado não é uma "coisa", mas uma representação psíquica da "coisa" p. 46.

Significado (conceito): o significado da palavra boi não é o animal boi, mas a sua imagem psíquica p. 46. 


II.3 O Significante

O significante é um mediador: a matéria é-lhe necessária, mas, de um lado, não lhe é suficiente e, de outro lado, em Semiologia, o significado também pode ser substituído por certa matéria: a das palavras p. 50.


II.4 A Significação

O signo é uma fatia (bifacial) de sonoridade, visualidade, etc. A significação pode ser concebida como um processo, é o ato que une o significante e o significado, ato cujo produto é o signo. p.51. 

A partir do fato de que, na linguagem humana, a escolha de sons não nos é imposta pelo próprio sentido (o boi em nada leva ao som boi), Saussure havia falado de uma relação arbitrária entre o significante e o significado p. 53.

O significado não é a "coisa" e sim a representação psíquica da coisa (conceito); a associação entre o som e a representação psíquica é o fruto de uma preparação coletiva (por exemplo, a aprendizagem da língua francesa) p. 53. 


II.5 Valor

O valor não é então a significação, provém, diz Saussure, "da situação recíproca das peças da língua"; é até mais importante do que a significação: o que há de ideia ou de matéria fônica em um signo importa menos do que há a seu redor nos outros signos". p. 57-58


III- Sintagma e Sistema

III.1 Os dois eixos da linguagem

o plano sintagmático: o sintagma é uma combinação de signos (discurso). [é a cadeia falada] p. 63.

o plano das associações: "fora do discurso (plano sintagmático), as unidades que têm entre si algo em comum associam-se na memória e assim se formam os grupos em que reinam diversas relações" p. 63.


III.2 O Sintagma

A frase falada é o próprio tipo de sintagma, o sintagma está pois, com toda a certeza, muito próximo da fala. p. 66-67

O sintagma apresenta-se sob uma forma "encadeada" p. 68. 

O sintagma é ao mesmo tempo contínuo (fluente, encadeado) e, entretanto, só pode veicular sentido quando é "arbitrário". p. 68. 


III.3 O sistema

O sistema são campos associativos. 

som: ensinamento, armamento.

sentido: ensinamento, educação. 


IV- Denotação e Conotação

Semiótica conotativa: o primeiro sistema constitui então o plano de denotação e o segundo sistema (extensivo ao primeiro) o plano de conotação. p. 95

Um sistema conotado é um sistema cujo o plano de expressão é, ele próprio, constituído por um sistema de significação p. 95.


Conclusão

O objetivo da pesquisa semiológica é reconstruir o funcionamento dos sistemas de significação diversos da língua, segundo o próprio projeto de qualquer atividade estruturalista, que é constituir um simulacro dos objetos observados p. 103.  


                                         
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