Livro
curtinho, simples, direto. Expressa um pouco sobre as concepções de
Maffesoli. CrÃtico do positivismo, defensor e teórico da
pós-modernidade, o autor fala-nos dessa opinião pública e opinião
publicada, onde a primeira seria uma pretensão sem um saber,
enquanto a última tem consciência de sua fragilidade, no entanto,
mais verdadeira. O apocalipse seria, então, um evocativo da
revolução das coisas, uma revolução radical.
Há
diversas palavras, mais ou menos adequadamente empregadas, que dão
conta da necessidade de retornar ao que fundamenta o vÃnculo social.
É o caso de “crise”. p. 12
Em
certos momentos, uma sociedade não tem mais consciência do que a
une e, a partir de então, não tem mais confiança nos valores que
asseguram a solidez do vÃnculo social. p. 13
[…]
quando uma civilização deu o melhor dela mesma, ela sente a
necessidade de retornar a sua fonte. Ela se inverte em cultura.
p. 14
“Os
aspectos mais importantes para nós são ocultos por causa de sua
banalidade e de sua simplicidade” (Wittgenstein) p. 59
Rumo
à guerra civil?
[…]
o trabalho do pensamento consiste em transfigurar o
que nós vemos, o que sentimos, o que pressentimos. Ou
seja, para usar uma metáfora, ser um escavador de ideias. p. 63
Considerar
este mundo imundo, infame, negá-lo, eis as raÃzes, mais ou menos
conscientes do homem do ressentimento moderno. Jansenismo, marxismo,
freudismo, eis as três tetas nas quais mamou o senso comum das
elites contemporâneas. p. 70
Apocalipse,
eu disse, que reclama a elaboração de um pensamento radical,
em lugar de nossa habitual e moderna atitude crÃtica. Radicalidade
que se enraÃza no que está aÃ. E, a partir de então, pensamento
concreto, ou seja, que cresce com o que está aÃ. p. 76
MAFFESOLI,
Michel. Apocalipse:
opinião pública e
opinião publicada. Porto Alegre: Sulina, 2010.
* A TV aberta reproduz verdadeiros 'clones'. Os telespectadores que não se restringem aos interesses do público de massa são deixados inteiramente de lado. A TV a cabo tirou vantagem dos defeitos da TV aberta oferecendo um número ilimitado de canais.
* MÃdia seletiva: a TV a cabo permite que os anunciantes localizem grupos-alvo que atualmente são impossÃveis de serem detectados na TV aberta.
* Excelente imagem visual.
* Baixo valor absoluto dos comerciais.
* Flexibilidade na negociação de formatos comerciais.
* Favorece contato com público qualificado e formador de opinião, por gênero de programa.
* Perfil do público concentrado nas classes AB.
* Maior possibilidade de interatividade.
* É percebida como um meio que confere status e prestÃgio social.
* Proporciona lazer e entretenimento.
* Oferece liberdade de escolha (pela segmentação).
*Guias eletrônicos de programação
* Canais de compra
* Multicâmeras
* Par-per-view
Desvantagens
* Exige renda e instrução para ser consumida.
* O efeito zapping.
* Cobrança de mensalidades altas (há poucas chances de a TV a cabo ter a mesma penetração do que a TV aberta).
* Baixa audiência.
* Grande quantidade de canais competindo audiência.
A indústria de comunicação não tem mais dúvidas acerca do potencial do mercado de TV por assinatura do PaÃs. Nos últimos três anos, a base de assinantes passou por uma larga expansão, atingindo, atualmente, quase 17 milhões de lares em todo o Brasil. Com isso, os canais pagos passaram a constituir uma nova mÃdia de massa, capaz de se comunicar com milhões de pessoas – e, por isso, teoricamente, com um enorme potencial publicitário.
A presença dos anunciantes da TV por assinatura brasileira continua se dando de modo elegante, em outras palavras, de modo nada invasivo, respeitando-se, assim, as caracterÃsticas do meio. “Com a nova legislação, que liberou a entrada das companhias telefônicas nesse mercado, teremos com certeza um aumento da capilaridade de distribuição, competição mais intensa e maior possibilidade de ampliação na quantidade de seus espectadores-assinantes e no consumo dessa modalide de TV. E isso acabará sendo muito bom para o meio e para os anunciantes”, frisam João Ciaco (Fiat), presidente da ABA, e Malu López (Unilever), presidente do Comitê de Gestão de MÃdia e Marketing Digital da ABA, nas primeiras páginas da nova edição do MÃdiaFatos, cuja versão de 2010 está na internet e será atualizada com os dados de 2011 em breve, no endereço www.midiafatos.com.br.
A ministra da Cultura Marta Suplicy, que participou da conferência de abertura, afirmou que uma pesquisa conduzida pelo MinC aponta que, na população abarcada pelo Vale-Cultura, a maior parte já tem TV por assinatura. Ainda assim, a inclusão do serviço – que estava prevista no projeto original do Vale-Cultura, mas foi retirado por conta da grande reação contrária – pode ser reavaliada.
Manoel Rangel apontou dois grandes desafios para a agência reguladora: 1) rever o paradigma estabelecido ao fomento e ao estÃmulo do audiovisual brasileiro fixado pela Lei do Audiovisual em 1993 – “O foco da agência tem que estar mais nas obras e menos nos papeis que levam à produção destas obras. O papel do estado deve ser mais leve e mais ágil. Devemos focar mais no resultado e menos nos processos”, disse Rangel; e 2) a construção do Prodav, o Programa de Desenvolvimento do Audiovisual, com o mapeamento das demandas e carências do setor – “O Prodav vai atuar fortemente para dotar o paÃs de um sistema de investimento mais ágil, baseado na performance das produtoras ao desenvolver, produzir e lançar produtos”, disse.
Fernando Medin, principal executivo da Discovery Network no Brasil, disse que a repetição preocupa a todos, mas faz parte da dinâmica da TV paga. “Não acredito que nenhum canal grande esteja exagerando na repetição. Eles dependem da audiência”, completou.
Paulo Saad, VP de canais pagos da Band/Newco, lembrou que conteúdos só podem ser usados no cumprimento das cotas durante um ano. “Quando o programador compra um conteúdo, precisa usá-lo ao máximo durante o primeiro ano. Trata-se da otimização do custo por hora de conteúdo”, completou.
A operação de TV, no entanto, compartilha da preocupação de Rangel. “Se o produto começa a ter o carimbo de repetido, nosso cliente não vai ficar satisfeito. Isso nos preocupa realmente”, disse Antonio João Filho, diretor geral da Claro TV.
Segundo Medin, o peso da nova lei foi suportado integralmente por dois agentes econômicos: as operadoras, que aumentaram a oferta de canais sem aumentar preço; e as programadoras, que tiveram que estruturar novas áreas de programação e aumentar o volume de produção.
Produção - Roberto Martha, diretor sênior de produção da Viacom, destacou que tem se relacionado com mais produtoras do que costumava lidar antes da necessidade das cotas e diz que a lei impactou a operação da programadora, que precisou se organizar para o recebimento de projetos. “A capacidade de realização foi um desafio que a gente passou esse ano. A gente só tem mais se tiver capacitação e novos talentos que possam ser testados e comecem a dar resultados”, observou.
Distribuição - O Brasil fechou o primeiro semestre do ano com 16,96 milhões de domicÃlios com TV por assinatura, conforme balanço divulgado pela Anatel durante o evento. No mês de junho, o serviço adicionou 26,6 mil assinaturas lÃquidas. As contas da Anatel, contudo, ainda são imprecisas pois os números da Sky estão sendo ajustados e não estão sendo calculados os novos assinantes do SeAC, sobretudo da Net, que afirma ter mais de 100 mil assinantes nas cidades novas em que passou a operar este ano.
Em junho 2013, os serviços de TV por assinatura estavam presentes em 27,8% dos domicÃlios no paÃs, de acordo com as estimativas da Anatel. Apesar do crescimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a região Sudeste ainda lidera esse indicador, com a presença desses serviços em 39,3% dos domicÃlios.