A Criação de Mitos na Publicidade
by
Tauana Jeffman
- abril 03, 2013
A obra retrata a realidade da publicidade nos Estados Unidos, na década de 90. Antiguinho, com as páginas amarelas de tão velhas, o que não o torna uma obra menos interessante. É bom lembrar o contexto em que foi escrito o livro, pois muitos conceitos passados por ele já caíram por água, outros, não condizem com a realidade brasileira.
Randazzo (1997) apresenta diversos conceitos do "o que é a publicidade". No livro, parte da noção de que os sonhos vendem, ou seja, acredita que "a marca já não é um produto, mas também uma entidade percentual que existe num espaço psicológico - a mente do consumidor". p. 21
O autor desenvolve o que seria a mitologia da marca, ou seja, a sua essência, a sua alma. Para ele, a marca possui uma dimensão física e uma dimensão psíquica.
Para trabalhar o mito, o autor traz-nos os conceitos de Barthes. Já para trabalhar e analisar o inconsciente e os arquétipos das marcas, utiliza os pressupostos de Jung.
Para mim, o capítulo 2 -O reino da mitologia, faz todo o livro valer a pena. Randazzo separa as mitologias entre femininas e masculinas, traz conceitos e noções do Jung e conta-nos diversos mitos.
Com alguns exemplos, afirma que muitas campanhas/publicidades se baseiam em alguns arquétipos básicos, tais como:
O arquétipo da Grande Mãe: as Sopas Campbel remeteriam à ternura e ao amor de mãe.
O arquétipo da donzela: as Garotas Coca-Cola
O arquétipo do Grande Pai: o homem da Aveia Quaker
O arquétipo do guerreiro: O homem Marlboro
Enfim, entre outras questões, o autor acredita que "a publicidade é o veículo que nos permite o acesso à mente do consumidor, onde podemos criar mundos míticos [e personagens míticos] que, com o passar do tempo, tornam-se associados à marca e acabam definindo-a". p. 307



















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