Comer, rezar, amar
by
Tauana Jeffman
- junho 28, 2013
Ou Itália, Índia
e Indonésia.
Ok, não é o
melhor livro que eu li na vida, mas eu achei ele muito bom. Mesmo. Depois que
me empolguei na leitura, eu ria sozinha com as histórias contadas pela Liz. Comer,
rezar, amar conta-nos a história de uma mulher bem casada, com uma boa casa e
um bom emprego que se vê sentada no chão do seu banheiro, em uma madrugada,
pedindo à Deus (ou a alguém) que lhe ajude, pois há algo em sua vida que ela
não suporta mais. Em meio às lágrimas e às súplicas, ela ouve: volte para a
cama Liz.
Ela volta para a
cama, mas também decide mudar sua vida. Pede o divórcio, se apaixona novamente
e se vê em meio a uma separação difícil e a um novo amor complicado. Recorre
aos remédios, mas decide que é ela quem deverá resolver sua situação, não as
medicações ou os médicos. Felizmente, ela tem recursos (financeiros,
psicológicos, ...) para todas essas crises.
Liz decide então
viajar para encontrar o seu equilíbrio, e vende o projeto do livro para uma
editora, o que custeia a sua viagem. Ela decide ir para a Itália, pois sempre
sonhou em saber falar italiano. Conta como percorreu cada lugar em busca da
melhor comida da cidade, fazendo da sua visita ao país, uma festa gastronômica.
A cada prato que ela conta que experimentou, a minha boca salivava. Depois de
tanto vinho, molhos e carboidrato, ela engordou dez quilos e não servia mais em
suas roupas. Sorte dela ter chegado à Itália esquelética e precisar engordar,
no meu caso, eu entraria de novo em depressão (brincadeira).
Depois da Itália
ela vai para a Índia, viver alguns meses em um ashram. Ae acompanhamos o desenvolvimento da sua religiosidade,
digamos assim. A evolução de sua meditação, as suas contradições e empenho para
conseguir meditar e alcançar a paz de espírito. Ou melhor, segundo o livro;
quando rezamos, falamos com Deus; quando meditamos, escutamos Deus. E foi um
árduo caminho até Liz conseguir ouvi-lo.
Depois da Índia,
ela vai para a Indonésia à procura de um guru que conheceu a uns dois anos
atrás, em outra visita a Bali. Na Indonésia, Liz ensina o guru a falar ingles,
enquanto ele lhe ensina sobre meditação e sua profissão. Faz amigos e encontra
Felipe, um amigo que se torna seu namorado. Engraçado é saber que ele é
brasileiro, do sul do país. A imagem que o resto do mundo tem do brasileiro, é
que somos um povo sensual e sexualmente desenvolvidos, e Felipe vem para
confirmar essa percepção. Apesar de ter 52 anos, acaba proporcionando uma
infecção urinária para a Liz, de tanto transar, acabando coma seca da moça de
mais de um ano e meio sem sexo. Pode-se dizer que, assim como na Itália, na
Indonésia ela também tirou a barriga da miséria.
Enfim, curti a
leitura, ri bastante, conheci um pouco sobre a história e a cultura dos três
países e finalmente li um livro que a muito tempo estava na minha estante,
esperando sua vez.
PS: para mim, o
ponto forte do livro é as metáforas sensacionais que a autora utilizava para
explicar alguma sensação ou algum acontecimento, como: “parecia uma Barbie
meditando. – Eu quero o poder bonito!” e “aqui mora um gato que se mostra
extraordinariamente afetuoso comigo durante meia hora do dia, antes de eu lhe
dar comida, e depois passa o resto do tempo gemendo loucamente como se
estivesse tendo flashbacks da guerra do Vietnã”.
Trechos e curiosidades:
"Eu tinha a sensação de ser uma espécie de máquina primitiva impulsionada à mola e submetida a uma tensão muito maior do que havia sido construída para suportar, prestes a estourar, pondo em risco qualquer um que estivesse por perto. Imaginava as partes do meu corpo voando do meu tórax para escapar do núcleo vulcânico de infelicidade em que eu havia me transformado" p. 29.
"Eu amo tanto a minha pizza, na verdade, que chego a pensar, no meu delírio, que a minha pizza pode, na verdade, me amar também. Estou tendo um relacionamento com a pizza, quase um caso de amor" p. 87
"Tenho a sensação de que alguém acaba de golpear meu peito com um bastão" p. 92.
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