A culpa é das estrelas
by
Tauana Jeffman
- junho 17, 2014
"Alguns infinitos são maiores que outros".
Sinopse do livro:
A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.
Sobre o gênero literário:
Ele é um YA (Young Adult), ou seja, Jovem Adulto. Também pode ser considerado um livro do gênero Sick-lit, que significa, de uma forma geral, "literatura doente". Aliás, exceto o O oceano no fim do caminho, os demais livros citados também pertencem a esse gênero.
Sobre o tÃtulo do livro:
O nome do livro é inspirado em Shakespeare, mais precisamente, na peça Júlio Cesar, ato 1, cena 2: “A culpa, caro Brutus, não está nas estrelas, mas de nós mesmos, que nos rebaixamos ao papel de instrumentos (…)”. Ou seja, nada acontece por culpa dos destino, mas por culpa de nós mesmos. Mas para Hazel e Gus, a culpa é sim das estrelas.
Sobre o livro:
Finalmente eu consegui ler A Culpa é das Estrelas. Finalmente comprei o livro e pude ponderar sobre o "auê" que tá rolando por conta da história. Mas acho que cometi um grande erro: deixei para comprar e ler o livro depois de ter sido inebriada pela onda "John Green". Na minha timeline, pelo menos, não se fala em outra coisa. Pois então, o erro, talvez, foi ter me envolvido em tal onda e ter me deixado levar por altas expectativas em relação ao livro. Eu estava esperando um terremoto de lágrimas, uma enxurrada de dor e comoção com o câncer, mas, sei lá, não foi isso o que aconteceu.
Claro que a história é bem bacana, o livro é bem envolvente e bem gostoso de ler, mas, sinceramente, não sei se eu leria até a lista de supermercados do John Green. Obviamente, não tenho nenhum embasamento teórico nem sou crÃtica literária para dizer: "hum, fraco, esperava mais". Mas de fato eu esperava. Achava que me emocionaria. Achava, do verbo achar, que lembra achismo, que remete ao pensamento pessoal e único da pessoa que acha, no caso, eu.
Então, já que me coloquei na zona dos achismos, vamos lá: a Hazel é uma chata, ô guriazinha chata (e o privilégio do câncer não vai me fazer achar ela legal). O Gus, ah, esse sim, quem não se apaixonaria por esse menino lindo (tô nem aà se só tem uma perna). E a história de amor dos dois é sim bonitinha, encantadora, mas será mesmo que todo mundo tem a sorte da Hazel? (sim, é ficção, lembremos disso). Eu estava me preparando psicologicamente pelo chororo, mas no final do livro eu só chegava no máximo a um: "ai, coitadinho". Não, não sou um coração gelado, só eu sei o quanto eu chorei lendo Extraordinário, O oceano no fim do caminho, Como eu era antes de você, Morte súbita (nesse eu quase desidratei chorando). Por isso acho que talvez, talvez quem sabe, isso aconteceu devido às minhas altas expectativas, ou porque o John Green não me comove. Agora é guardar os lenços para o cinema, pois sei que é só olhar um caixão que eu começo a me desmanchar em lágrimas.
Mas, enfim, o livro é muito bom. O.k?
Resenhas:
VÃdeos:
Mais vÃdeos:
https://www.youtube.com/watch?v=lIWCET5I1Xs
https://www.youtube.com/watch?v=AgdZ2mHTenM
https://www.youtube.com/watch?v=VDqZFSkiGrM
https://www.youtube.com/watch?v=Sv-M7jfTGM0
https://www.youtube.com/watch?v=nFYjd97xV8w











