Free - Grátis: o futuro dos preços
by
Tauana Jeffman
- março 07, 2014
Sobre o livro:
Eu comprei esse livro há mais de um ano, já tava na hora de tirar ele da estante e compreender um pouco mais sobre essa nova economia. Chris Anderson é conhecido no mundo acadêmico por ser autor do livro (e da teoria) da Cauda longa. Free é a continuação de um assunto que ele considerou não muito bem explorado em sua obra: o Grátis. Nesta obra, compreendemos por que o Google nos oferece serviços gratuitos e ainda assim fatura bilhões, como átomos e bits atuam em economias de abundância e escassez, por que trabalhamos e fazemos coisas de graça para os outros, como editar verbetes do Wikipédia ou blogar. Enfim, compreendemos a complexidade de elementos que estão disponÃveis à nós, são valiosos mas tão baratos que não se tem por que calcular. O grátis existe faz tempo, mas o novo Grátis é a economia da era digital.
Resumo:
Aqui reside o paradoxo do
Grátis: as pessoas estão ganhando muito dinheiro sem cobrar nada.
Não nada por tudo, mas nada pelo suficiente para criarmos uma
economia tão grande quanto a de um paÃs de tamanho razoável a um
preço em torno de $00,00. p. 3
O resultado foi o
nascimento de uma nova cultura radicalmente diversificada e uma
ameaça à s instituições da cultura existente, da mÃdia de
tendência dominante às gravadoras. p. 3
[…] esse 'grátis' não
era apenas um artifÃcio de marketing como as amostras grátis e os
brindes no varejo tradicional com os quais estamos acostumados. Esse
grátis parecia vir sem qualquer restrição: não era apenas uma
isca para uma venda futura, mas algo oferecido verdadeiramente de
graça. p. 3
O Grátis do século XXI
é diferente do Grátis do século XX. Em algum ponto na transição
de átomos a bits, um fenômeno que achávamos já conhecido se
transformou. O 'grátis' se transformou no Grátis. p. 3
1 – O nascimento do
Grátis
* O Grátis no século
XXI
A nova forma de Grátis
não é uma isca, um truque para transferir dinheiro de um bolso para
o outro. Ele é impulsionado por uma extraordinária nova capacidade
de reduzir os custos dos bens e serviços a quase zero. p. 12
Na economia dos átomos –
em outras palavras, a maioria das coisas que nos cercam -, tudo tende
a ser mais caro com o tempo. Mas na economia dos bits, que é o mundo
on-line, as coisas ficam mais baratas. A economia dos átomos é
inflacionária, enquanto a economia dos bits é deflacionária. O
século XX representou, em grande parte, uma economia dos átomos. O
século XXI será igualmente uma economia dos bits. p. 12
Bandas de rock como o
Radiohead e o Nine Inch Nails passaram a disponibilizar suas músicas
on-line, percebendo que o Grátis lhes permite atingir mais pessoas e
criar mais fãs, alguns dos quais vão aos shows e até mesmo (!)
pagam por versões premium da
música. p. 13
2
– Grátis: uma introdução
[…]
uma 'amostra grátis' é puro marketing. p. 19
E
depois temos todo o universo da mÃdia paga pela propaganda, desde
rádio e televisão abertos à maior parte da Web. O conteúdo grátis
pago pela propaganda é um modelo de negócios que remonta há mais
de um século: um terceiro (os anunciantes) para a alguém (o
consumidor) para obter o conteúdo gratuitamente. p. 20
“economia
dos presentes” > reputação.
*
O mundo todo é um subsÃdio cruzado
Os
subsÃdios cruzados constituem a essência da frase 'não existe
almoço grátis'. Isso significa que, de uma forma ou de outra, a
comida precisa ser paga, se não diretamente por você, então por
alguém cujo interesse é dar-lhe comida de graça. p. 20
Os
blogs são grátis e, em geral, não têm anúncios, mas isso não
significa que algum valor não esteja sendo transferido a cada visita
sua. Em troca do conteúdo grátis, a atenção que você dá a um
blogueiro, seja numa visita ou com um link, aumenta a reputação
dele. p. 21
Os
subsÃdios cruzados podem atuar de várias formas diferentes:
>
Produtos pagos subsidiando produtos grátis
>
Pagar mais tarde subsidiando o grátis agora
>
Pagantes subsidiando não pagantes p. 22
No
amplo universo dos subsÃdios cruzados, os modelos Grátis tendem a
pertencer a quatro categorias principais:
Grátis
1: SubsÃdios cruzados diretos
O
que é grátis: qualquer produto que o induza a pagar por algum outro
item.
Grátis
pra quem: qualquer pessoa disposta a pagar mais cedo ou mais tarde,
de uma forma ou de outra.
[Ex:
aparelho grátis, para pagar o pacote de ligações]
Grátis
2: o mercado de três participantes
O
que é grátis: conteúdo, serviços, softwares e muito mais.
Grátis
pra quem: todo mundo.
[Exemplo:
jornais, revistas]. p. 24
As
empresas de mÃdia ganham dinheiro em função do conteúdo grátis
de dezenas de formas, desde a venda de informações sobre os
consumidores a licenciamentos de marcas, assinaturas 'de valor
agregado' e e-commerce direto. p. 24-25.
Os
economistas chamam esse modelo de 'mercado bilaterais', porque
existem dois grupos distintos de usuários que sustentam um ao outro
de forma sinérgica. Os anunciantes pagam pela mÃdia para ter acesso
aos consumidores, os quais, por sua vez, sustentam os anunciantes. p.
25
Grátis
3: Freemium
O
que é grátis: qualquer coisa que acompanhe uma versão paga
premium.
Grátis
pra quem: usuários básicos p. 26
No
modelo freemium, isso significa que, para cada usuário que paga pela
versão premium do site, outros 19 usam a versão básica
gratuita. p. 27
Grátis
4: Mercados não monetários
O que
é grátis: qualquer coisa que as pessoas escolhem dar sem
expectativa de pagamento.
Grátis
pra quem: todo mundo.
Isso
pode assumir várias formas:
>
Economia dos brindes
[…]
o dinheiro não é o único motivador. p. 27
Em
certo sentido, a distribuição de custo zero transformou o
compartilhamento em uma indústria.
Os
incentivos para compartilhar podem variar de reputação e atenção
a fatores menos mensuráveis, como expressão, bom carma, satisfação
e interesse próprio. p. 27
>
'Venda' de mão de obra
Captchas
| buscas no Google
Sabendo
ou não, você está pagando com seu trabalho por algo que recebe de
graça. p. 29
>
Pirataria
* Um
teste do grátis na vida cotidiana
* Os
três preços
alguma
coisa, nada, menos que nada. p. 30-31
Na
Dinamarca, uma academia de ginástica oferece um programa no qual
você não paga nada se aparecer pelo menos uma vez por semana. Mas
falte uma semana e você terá de pagar o preço cheio pelo mês. A
psicologia é brilhante. p. 32
3
– A história do grátis
* O
problema do nada
O
Grátis é o buraco no qual o preço deveria estar, o espaço vazio
na caixa registradora. p. 35
Os
babilônios precisavam de uma marca representando o nada. Eles
precisavam, na verdade, inventar o zero. p. 36
A
matemática grega teve seu melhor exemplo em Pitágoras e em seu
culto pitagórico, que fez descobertas tão profundas quanto a escala
musical e a proporção áurea. p. 36
Com
efeito, a palavra 'zero' tem origem indiana: a palavra indiana para
zero era sunya, que significava 'vazio' e os árabes
transformaram em sifr. Os estudiosos ocidentais latinizaram a
palavra para zephirus, a raÃz de nosso zero. p. 37
* O
problema do grátis
A
palavra 'economia' vem do grego antigo oikos ('casa') e nomos
('costume' ou 'lei'), daà 'regras da casa'. p. 37
* O
capitalismo e seus inimigos
Cobrar
pelas coisas era a forma mais eficiente de garantir que elas
continuariam a ser produzidas – a motivação do lucro é tão
forte na economia quanto o 'gene egoÃsta' na natureza. p. 40
Karl
Marx defendia a alocação de propriedade coletiva de acordo com a
necessidade e não a capacidade de pagar. p. 40
Ao
dar algo de graça, ele [Kropotkin] argumentou, o que se ganha não é
dinheiro, mas satisfação. Essa satisfação se baseava na
comunidade, ajuda mútua e apoio. p. 40
Número
de Dunbar > 150 membros.
Foi
necessário esperar pela chegada dos mundos virtuais para finalmente
podermos ver economias mais amplas desenvolvidas a redor do benefÃcio
mútuo realmente funcionando. p. 41
* O
primeiro almoço grátis
Longe
de ser a origem de todo o mal, o dinheiro provava-se catalisador de
crescimento e a chave para a prosperidade. p. 41
Na
época em que King Gillete e Pearle Wait fizeram fortunas com base no
Grátis, os consumidores estava acostumados a ouvir 'não existe essa
coisa de almoço grátis'. A frase se refere a uma tradição antes
comum em tabernas dos Estados Unidos, que começaram a oferecer
comida 'grátis' a qualquer cliente que comprasse pelo menos uma
bebida. p. 41
Em
São Francisco, o costume chegou com a Corrida do Ouro e permaneceu
durante anos. Em 1886, um artigo do Times sobre a evasão dos
mineradores em São Francisco, chama o viciado no almoço grátis de
'o único resquÃcio do passado'. p. 42
*
Amostras, presentes e brindes
No
inÃcio do século XX, o Grátis ressurgiu com a nova indústria de
produtos embalados. Com o surgimento de marcas, propaganda e
distribuição nacional, o Grátis se tornou um artifÃcio de vendas.
As amostras grátis não eram novidade, mas seu marketing de massa se
deve a um gênio do marketing do século XIX chamado Benjamin
Babbitt. p. 43
* O
grátis pode ser uma arma
O
modelo de negócios de cobrar uma fortuna de estações de rádio
pelo direito de tocar músicas foi por água abaixo. Em vez disso, o
rádio passou a ser conhecido como o principal canal de marketing
para os artistas, que ganhariam dinheiro vendendo discos e shows. p.
45
Em
vez de acabar com o negócio da música, como a ASCAP temia, o Grátis
ajudou a indústria musical a crescer e prosperar significativamente.
p. 45
* A
era da abundância
Quando
eu era criança, a fome era um dos principais problemas da pobreza na
América. Hoje em dia, é a obesidade. p. 46
* Um
monte de milho
Economia
do milho > abundância > excedente social.
[…]
a abundância do milho fez dos astecas uma civilização guerreira.
p. 47
* A
péssima aposta de Ehrlich
Simon
acreditava – e com razão – que a engenhosidade humana e a curva
de aprendizado da ciência e tecnologia tendem a criar novos recursos
mais rapidamente do que nós os utilizamos. Ele também ganhou [a
aposta] porque Ehrlich era pessimista demais. Ehrlich havia previsto
uma escassez de alimentos 'em proporções inacreditáveis' que
ocorreria até q975, com centenas de milhões de pessoas morrendo de
fome nas décadas de 1970 e 1980, o que significaria que o mundo
estaria 'entrando em uma autêntica era da escassez'. p. 50
* A
cegueira da profusão
Na
década de 1960, bens descartáveis representavam a modernidade, o
triunfo da tecnologia industrial sobre a escassez material. Jogar
fora bens manufaturados não era desperdÃcio; era o privilégio de
uma civilização avançada. p. 52
Uma
nova geração começou a reciclar. Nossas atitudes em relação aos
recursos abundantes passou da psicologia pessoal ('não vou precisar
pagar por isso') Ã psicologia coletiva ('precisamos pagar por
isso'). p. 52
* A
abundância vence
>
Seth Godin
Somente
32 das 100 principais empresas de hoje fazem coisas que você pode
segurar, de equipamento aeroespacial a automóveis a substância
quÃmica e comida, moldagem de metal e indústria pesada. As outras
68 empresas processam na maior parte ideias, e não recursos.
p. 53
4
– A psicologia do Grátis
Ninguém
acha que o Google é uma ferramenta de busca inferior porque não
cobra nada. p. 58
A
resposta mais simples é que o ato de preencher um cheque ou fornecer
o número de um cartão de crédito, independentemente do valor, é
um ato voluntário do consumidor que muda completamente a forma como
um anunciante vê um leitor. p. 59-60
* A
lacuna do centavo
Então,
cobrar um preço, qualquer preço, cria uma barreira mental que a
maioria das pessoas não se dá ao trabalho de cruzar. O Grátis, por
outro lado, acelera essa decisão, aumentando o número de pessoas
dispostas a experimentar alguma coisa. O que o Grátis garante, em
troca do faturamento direto, é o potencial da amostragem em massa.
p. 62
Depois
de analisar os custos da transação mental, Clay Shirky, escritor e
palestrante da NYU, concluiu que os criadores de conteúdo seriam
mais espertos se desistissem do sonho de cobrar por suas ofertas. p.
62
Em
um regime no qual a maioria dos participantes está cobrando, dar o
conteúdo de graça proporciona vantagem competitiva. p. 62
Qualquer
um que ofereça conteúdo gratuito ganha uma vantagem que não tem
como ser superada, só igualada, porque a resposta competitiva ao
Grátis – 'Eu lhe pagarei para ler meu blog!' – é insustentável
ao longo prazo. p. 62-63
A
verdade é que o zero constitui um mercado e qualquer outro preço
constitui outro. p. 64
Economistas
comportamentais explicam grande parte de nossas reações
desconcertantes ao Grátis estabelecendo a distinção entre as
decisões tomadas no 'âmbito social' daquelas tomadas no 'âmbito
financeiro'. p. 67
* Sem
custos, sem comprometimento
Essa
é uma das implicações negativas do Grátis. As pessoas muitas
vezes não valorizam muito as coisas pelas quais não pagam e, em
consequência, não pensam muito sobre o que consomem. O Grátis pode
incentivar a gula, o acúmulo, o consumo impensado, o desperdÃcio, a
culpa e a ganância. […] Cobrar um preço, por menor que seja, pode
incentivar um comportamento muito mais responsável. p. 68
Esse
é o trade-off do Grátis: o Grátis é a melhor forma de maximizar o
alcance de algum produto ou serviço, mas se isso não for o que você
estiver tentando fazer […], pode ter efeitos contraproducentes. p.
68
* A
equação tempo/dinheiro
Em
psicologia, isso é chamado de 'desejo mimético', que basicamente
significa que queremos fazer o que os outros fazem porque as decisões
alheias validam as nossas, o que explica tudo, desde o comportamento
da multidão a bonés de caminhoneiros. p. 71
* O
cérebro pirata
[…]
no mercado digital, o Grátis quase sempre é uma escolha. Se você
não oferecê-lo explicitamente, outras pessoas encontrarão uma
forma de fazer isso por si mesmas. p. 73
5
– Barato demais para fazer diferença
*
Adiante-se ao barato
* Por
que a lei de Moore funciona
Na
sociedade, essas ideias que se espalham são chamadas 'memes'. p. 85
E
quanto mais os produtos são feitos de ideias, e não de matéria,
mais rapidamente eles barateiam. Essa é a base da abundância que
leva ao Grátis no mundo digital, que hoje chamamos apenas de Lei de
Moore. p. 85
* A
lei de Mead
Figura
p. 87
* O
rato que rugia
Kay
percebeu que o trabalho do tecnólogo não pe descobrir as utilidades
da tecnologia. Em vez disso, é fazer a tecnologia ser tão barata,
fácil e popular que qualquer pessoa possa utilizá-la, de modo que
ela se propague ao redor do mundo e em todos os nichos possÃveis.
Nós, os usuários, decidirÃamos o que fazer com ela, porque cada
pessoa é diferente: necessidades diferentes, ideias diferentes,
conhecimento diferente e formas diferentes de interagir com o mundo.
p. 89
A
questão não é o custo do equipamento nas prateleiras do centro de
informática, mas o que esse equipamento pode fazer. E todos os anos,
como se um despertador tivesse magicamente sido colocado para tocar,
esse equipamento faz cada vez mais por menos, aproximando de zero os
custos marginais da tecnologia que as pessoas consomem. p. 90
*
Ferro e vidro
* O
que a abundância pode fazer
Antes
do IPod, ninguém pedia para carregar toda uma coleção de músicas
no bolso. p. 92
Agora
a informação influencia a economia praticamente na mesma extensão
que a eletricidade. p. 93
6
– 'A informação quer ser grátis'
Em
1984, o jornalista Steven Levy publicou Hackers: Heroes ofthe
computer revolution. > “toda a informação deve ser
grátis”. p. 95
Foi
quando Brand reelaborou a regra número 3 de uma forma que viria a
definir a era digital que despontava na época. Ele disse: 'por um
lado, a informação quer ser cara, por ser tão valiosa. A
informação certa no lugar certo muda a sua vida. Por outro lado, a
informação quer ser grátis, porque o custo de acessá-la está
sempre caindo. Então você tem essas duas forças lutando uma contra
a outra'. p. 97
A
informação commoditizada (todo mundo recebe a mesma versão) quer
ser grátis. A informação customizada (você recebe algo único e
que faz sentido para você) quer ser cara. p. 98
*
Brand explica
Até
a era da informação, a palavra 'informação' costumava ser
utilizada no contexto de notÃcias: 'Tenho algumas novas
informações'. Ou simplesmente 'fatos'. p. 100
[Claude
Shannon] definia informação como o oposto de ruÃdo – sinais
coerentes versus incoerentes – e calculava como extrair um
do outro. Isso pode ser feito na forma de sinais analógicos ou
digitais, mas hoje, quando falamos de informação, normalmente
estamos falando de bits digitais: aqueles sinais on/off que não
significam nada ou significam tudo, dependendo de como os
decodificamos. p. 100
7 –
Competindo com o grátis
*
PerÃodos gratuitos de experiência
* O
pinguim ataca
Linus
Torvalds, na época com 29 anos, também estava presente na reunião.
Sete anos antes, em Helsinque, ele começara a trabalhar em um
modesto projeto para criar uma variação simplificada do sistema
operacional UNIX, que chamou de Linux. Devido à combinação de bom
código, sua personalidade forte, habilidades organizacionais e, o
mais importante, a Web como um veÃculo de colaboração global, o
projeto decolou (os temores em relação ao domÃnio da Microsoft e o
sentimento geral anti-Redmond dos puritas do software também
ajudaram). p. 107
*
Estágio 1: negação
*
Estágio 2: raiva
*
Estágio 3: negociação
*
Estágio 4: Depressão
*
Estágio 5: Aceitação
*
Caso 2: Yahoo versus Google
Figura
p. 117
8
– Desmonetização
O
Google ganha tanto dinheiro com a propaganda em alguns produtos
essenciais – em sua maioria, resultados de buscas e anúncios que
outros sites divulgam em suas páginas, compartilhando o faturamento
com o Google – que pode adorar em todo os demais. p. 121-122
A
empresa não somente foi a pioneira de um modelo de negócios
construÃdo em torno do Grátis, como está inventando uma forma
totalmente nova de usar a computação, transferindo cada vez mais
funções que costumavam rodar em nosso computador para a 'nuvem',
isto é, rodando essas funções em centros de dados remotos e
acessados on-line por meio de nossos navegadores da Web (e, de
preferência, no navegador do próprio Google, o Chrome). p. 123
[…]
a cada 18 meses, o custo do Google para oferecer uma caixa de entrada
do Gmail cai mais ou menos pela metade. p.124
Estima-se
que, hoje em dia, o Google tenha meio milhão de servidores
espalhados em mais de 36 centros de dados, em sua maioria localizados
em pontos nos quais a eletricidade é barata, perto de usinas
hidroelétricas no Noroeste do PacÃfico. p. 125
*
Estratégias de maximização
Por
que o Google prefere o Grátis? Porque é a melhor forma de atingir o
maior mercado possÃvel e a adoção em massa. Schmidt chama a isso
de “max strategy”,
ou estratégia de maximização, do Google e acredita que essa
estratégia passará a definir os mercados de informação. p.
125
[…]
nas palavras de Nicholas Carr, autor de A grande mudança: “O
Google quer que a informação seja gratuita porque, quanto menor for
o custo da informação, mais a empresa ganha dinheiro”. p. 127
* Um
enorme som de sucção
Como
diz Jeff Zucker, lÃder da NBC Universal, a indústria televisiva
está aterrorizada com a ideia de 'trocar dólares analógicos por
centavos digitais'. p. 128
Mas o
Grátis não é tão simples – nem tão destrutivo – quanto
parece. Só porque os produtos são grátis não significa que alguém
em algum lugar esteja deixando de ganhar muito dinheiro ou que muitas
pessoas estejam deixando de ganhar um pouco de dinheiro cada. p. 129
Em
geral, pensa-se em 'liquidez' apenas como um termo financeiro, mas,
na verdade, ele se aplica a qualquer sistema de partes conectadas. Na
tecnologia, isso é chamado de 'escala'. E isso se resume ao conceito
de que mais é diferente. p. 130
A
ideia é que a Internet, ao proporcionar acesso grátis a um mercado
de centenas de milhões de pessoas no mundo todo, é uma máquina de
liquidez. Pelo fato de atingir tantas pessoas, ela pode trabalhar com
taxas de participação que seriam desastrosas no mundo tradicional
dos custos marginais acima de zero. p. 130
É
isso que o Grátis faz: transforma indústria de bilhões de dólares
em indústria de milhões de dólares. Mas normalmente a riqueza não
vira pó, como parece. Em vez disso, ela é redistribuÃda de formas
difÃceis de medir. p. 132
* O
custo do grátis
A
Internet é um excelente exemplo de um mercado dominado pelo que os
economistas chamam de 'efeito de rede'. Em mercados assim, em que é
fácil para os participantes se comunicarem entre si, tendemos a
seguir a liderança dos outros, o que resulta em comportamentos de
manada. Como pequenas diferenças na participação de mercado podem
transformar-se em grandes diferenças, a distância entre a empresa
número 1 de qualquer setor e a empresa que ocupa o segundo lugar e
as outras tende a ser grande. p. 133
9
– Novos modelos da mÃdia
A
milagrosa capacidade da transmissão de atingir milhões de pessoas
simultaneamente estava forçando as estações de rádio a inventar o
que viria a se tornar a mÃdia de massa – entretenimento, notÃcias
e informações com o mais amplo apelo possÃvel. p. 137
Algumas
décadas mais tarde, a televisão seguiu o mesmo caminho. Tanto o
rádio quanto a televisão eram gratuitos e pagos pela propaganda.
Era o inÃcio do chamado modelo de mÃdia para o Grátis: um terneiro
(o anunciante) subsidia o conteúdo, de modo que uma das partes (o
ouvinte ou espectador) possa recebê-lo gratuitamente. p. 139
*
Anúncios além da mÃdia
O
apelo do programa AdSense do Google, de sucesso fenomenal, é
justamente a correspondência entre anúncios e conteúdo. As pessoas
pagam muito dinheiro ao Google para fazer exatamente o que nós
proibimos: colocar anúncios da Sony perto de análises de produtos
da Sony. E os leitores adoram – isso se chama relevância. p. 140
As
revistas são montadas por pessoas, e as pessoas podem ser
corrompidas por dinheiro. Mas a propaganda na Web é posicionada por
algoritmo e, de alguma forma, isso atribuiu certa pureza ao processo.
Isso, claro, é ficção. Muitos anúncios da Web são posicionados
manualmente e é muito fácil corromper um algoritmo. Mas quando o
Google é que está exibindo o anúncio no conteúdo de alguém, a
relação entre conteúdo e anúncio é tão óbvia que as pessoas
não parecem se preocupar com a possibilidade de influência
indevida. p. 140
*
Como a nova muda a mÃdia antiga
* O
fim do conteúdo pago
Essa
mudança faz parte de uma maior desvalorização do conteúdo,
motivada não apenas pela mudança de preferências de uma nova
geração, mas também pelas tendências tecnológicas. p. 142
Existe
outro tipo de propaganda, epitomizado pelos anúncios de texto que o
Google exibe com os resultados de suas buscas e em sites de
terceiros. Os anunciantes só pagam quando os leitores clicam no
anúncio. O Google não vende espaço. Ele vende intenções dos
usuários – em que eles indicam ter interesse, por meio de uma
busca. E esse é um recurso escasso. p. 144
* O
triunfo do modelo da mÃdia
[…]
a extensão da propaganda ao ambiente on-line criou várias novas
formas de anúncios além do modelo tradicional de 'impressões', que
precifica o pagamento por milhares de espectadores ou ouvintes,
conhecido como 'custo por mil'. p. 145-146.
* A
economia dos ogros
Pensamos
em 'mÃdia' como rádio, televisão, revistas, jornais e sites de
notÃcias. Mas na verdade, a mÃdia não passa de conteúdo de
qualquer natureza, e a melhor maneira de mensurar seu impacto em
nossa sociedade é em função de quanto tempo as pessoas passam com
ela. p. 146
5
categorias de maior sucesso:
1.
Venda de itens virtuais
2.
Assinaturas
3.
Propaganda
4.
Imóveis
5.
Produtos relacionados
*
Música grátis
Figura
p. 156
*
Livros grátis
A
indústria de livros não está em queda, felizmente, mas isso não
impediu centenas de autores (e alguns editores) de conduzir os
próprios experimentos com o Grátis. A
grande diferença entre livros e música é que, para a maioria das
pessoas, a versão superior ainda se baseia em átomos e não em
bits. Apesar de todas as desvantagens em termos de custos, as árvores
mortas transformadas em papel ainda apresentam uma excelente vida de
bateria, resolução de tela e portabilidade, sem mencionar o efeito
decorativo na estante. Mas o
mercado para os livros digitais – audiobooks, e-books e download na
Web – está crescendo rapidamente, em grande parte para atender a
demanda que os livros fÃsicos não suprem, da necessidade de algo
para consumir enquanto dirige à necessidade de algo que pode ser
obtido instantaneamente, onde quer que você esteja. p. 159
[…]
a forma digital é uma maneira de permitir que o maior número
possÃvel de pessoas tenha uma amostra do livro, na esperança de que
algumas delas venham a comprar. p. 159
Neil
Gaiman > Deuses americanos
O
livro digital de baixo custo marginal é uma boa ferramenta de
promoção da palestra ou do serviço de consultoria de alto custo
marginal, da mesma forma que a música grátis promove os shows. p.
161
Como
diz o editor Tim O'Reilly, 'o inimigo do autor não é a pirataria, é
a obscuridade'. O Grátis é a forma de mais baixo custo de atingir o
maior número possÃvel de pessoas e, se a amostra funcionar, alguns
comprarão a versão 'superior'. Enquanto os leitores continuarem a
querer livros feitos de átomos, continuarão a pagar por eles. p.
161
10
– Qual é o tamanho da economia grátis?
No
inÃcio de 2009, o Burguer King lançou uma de suas campanhas
subversivas de marketing que se tornaram sua marca registrada. p. 164
Os
'amigos' no Facebook representam uma unidade clássica de moeda de
reputação. p. 164
[…]
o Grátis é uma economia do tamanho de um paÃs – e não estamos
falando de um paÃs pequeno. p. 169
11
– Voltando à s raÃzes da economia
Em um
mercado competitivo, o preço cai até o custo marginal. p. 174
[…]
e mercados abundantes, onde é fácil fazer mais produtos, Bertrand
tende a vencer; o preço muitas vezes de fato cai até o custo
marginal. p. 174
Se 'o
preço cai para o custo marginal' é a lei, então o grátis não é
apenas uma opção, mas o inevitável ponto de chegada. Essa é a
força da gravidade econômica, a qual só poderá ser combatida por
tempo limitado. Nossa! p. 175
* Os
monopólios não são mais o que costumavam ser
A
internet, ao combinar ferramentas democratizadas (redes), concretizou
exatamente o que Bertrand só conseguiu imaginar um mercado
verdadeiramente competitivo. p. 177
* O
grátis é só mais uma versão
A
ideia fundamental por trás dessa segmentação em versões envolve
vender produtos similares para diferentes clientes a preços
distintos. Quando você decide entre a gasolina comum e a aditivada,
está vivenciando um exemplo de segmentação em versões e o mesmo
se aplica quando você assiste a um filme à tarde pela metade do
preço ou recebe um desconto para estudantes. Este é o coração do
freemium: uma das versões é grátis, mas as outras são pagas. Ou,
para deturpar Marx, para cada um de acordo com suas necessidades,
para cada um de acordo com a sua capacidade de abrir a carteira. p.
178
“preço
marginal” | custo marginal quase zero p. 179
* O
não problema do carona
O
problema do carona é o lado negro do almoço grátis. Como o
'viciado no almoço grátis' que se demora no salão, os caronas são
aqueles que consomem mais do que sua parcela justa de um recurso ou
contribuem com menos do que uma parcela justa dos custos de produção.
p. 180
Mas
no ambiente on-line, em que os números são muito maiores, a maioria
das comunidades de voluntários prospera quando apenas 1% dos
participantes contribui. Longe de ser um problema, um grande número
de consumidores passivos constituiu a recompensa para os poucos que
contribuem – eles são chamados de público. Nas palavras de Lee:
'Esse grande público atua como um poderoso motivador para a
contribuição continuada ao site. As pessoas gostam de contribuir
para uma enciclopédia com um grande público leitor; com efeito, o
enorme número de 'caronas' – também conhecidos como usuários –
é uma das maiores seduções para ser um editor do Wikipédia. p.
181
12
– Economias não monetárias
[…]
a abundância de informação gera carência de atenção. p. 183
O
PageRank é uma ideia enganosamente simples com enorme poder.
Basicamente, ele afirma que os links recebidos são como votos e que
os links recebidos de sites que também têm muitos links recebidos
contam mais do que os de sites que não têm. p. 186
Em
termos econômicos, fazemos a conversão da economia da reputação Ã
economia da atenção e ao dinheiro utilizando a seguinte fórmula: o
valor econômico de seu site é o tráfego que seu PageRank (um
número entre 1 e 9) traz a partir dos resultados da busca do Google
para qualquer determinado termo, multiplicado pelo valor de
palavra-chave para esse termo. p. 186
Jogos
on-line. p. 187
* A
economia dos presentes
Adam
Smith estava certo: o interesse próprio esclarecido é a maior força
da humanidade. As pessoas fazem coisas de graça basicamente por suas
próprias razões: para se divertir, porque têm algo a dizer, porque
querem que as pessoas prestem atenção, porque querem transformar
suas opiniões em dinheiro e inúmeras outras razões pessoais.
p. 191
[Pesquisa
de Andy Oram] A principal motivação
era a 'comunidade' – as pessoas se sentiam parte de uma comunidade
e queriam contribuir para a sua vitalidade. A segunda era
'desenvolvimento pessoal', que diz respeito ao nÃvel mais alto da
pirâmide de Maslow, a realização pessoal. Em terceiro lugar, vinha
a 'ajuda mútua', que sugere que muitos desses colaboradores são o
que os sociólogos chamam de especialistas – pessoas com
conhecimento e que gostam de compartilhá-lo. p. 191
E
como as pessoas arranjam tempo? Deixando de fazer algumas outras
coisas – abandonando coisas que não proporcionam as mesmas
recompensas sociais e emocionais. Imagine se pudéssemos
explorar só uma fração do potencial humano perdido assistindo Ã
televisão. p. 191
'ciclos
ociosos' > excedentes cognitivos
Em
resumo, fazer coisas que gostamos sem sermos pagos muitas vezes nos
traz mais alegria do que o trabalho que realizamos por um salário.
p. 192
13 –
O desperdÃcio (algumas vezes é bom)
* A
natureza desperdiça vida
*
Tornamos o mundo seguro para vÃdeos de gatos
a
bobagem está nos olhos de quem vê. p. 197
*
Administração da escassez
14
– Mundo grátis
A
China e o Brasil são as fronteiras do grátis.
* A
economia das imitações
China
A
pirataria não destruiu o mercado – ela preparou o mercado
para uma onda de consumidores da nova classe média. p. 208
* O
poder dos camelôs brasileiros
Hermano
Vianna > Banda Calypso. p. 209
>
Genéricos brasileiros
15
– Imaginando a abundância
Experimentos
mentais em sociedades 'pós-escassez', da ficção cientÃfica Ã
religião.
Livro:
A máquina parou
>
Whuffie : moeda digital > Cory Doctorow
*
Vida após a morte
16
- “Você recebe pelo que paga”
[nesta
parte do livro o autor coleta algumas citações com 'acusações' ao
grátis e as contesta com argumentações e exemplos].
Depois
de ter mostrado ao mundo inteiro fotos suas totalmente bêbado na
festa de sua turma de faculdade e descrito os altos e baixos de seu
último namoro, qual é o problema se uma empresa lhe der um desconto
em uma linha de roupas se você informar suas preferências? p. 227
Conclusão
O
grátis em uma época de crise econômica
As
regras do grátis
Os 10
princÃpios da mentalidade da abundância
1. Se
for digital, mais cedo ou mais tarde será grátis
2. Os
átomos também gostariam de ser grátis, mas não fazem tanta
questão
3.
Não há como impedir o grátis
4. É
possÃvel ganhar dinheiro com o grátis
5.
Redefina seu mercado
6.
Arredonde para baixo
7.
Mais cedo ou mais tarde, você concorrerá com o grátis
8.
Adote o desperdÃcio
9. O
Grátis faz as outras coisas terem mais valor
10.
Administre para a abundância
Referência:
ANDERSON,
Chris. Free – Grátis: o futuro dos preços. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
Resenhas Skoob
Resenha 2
Site do Chris Anderson
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