Mídia Locativa
A um tempinho atrás, as pessoas separavam, como coisas antagônicas, o mundo real, do mundo virtual. Pensava-se o mundo virtual como algo imaginado, algo que não existe. Pois, aqueles que participavam desse "mundo virtual", isolavam-se em suas casas, cercados por seus computadores e conexões, e assim, deixavam de participar e atuar no "mundo real". Essa pessoa não vivia o que acontecia em sua cidade, seu bairro, sua família. Ele só sabia, não participava.
Era impossível participar dos dois mundos. Ou você ficava conectado, tendo como companhia seu computador, ou você participava do mundo real, conversava vendo tv com sua família, saía com seus amigos, disfrutava das oportunidades da sua cidade. Mas as coisas estão mudando.
O conectado não precisa se exilar em um ambiente, e a pessoa participativa pode ser personagem de sua sociedade, e ainda assim estar conectado. De acordo com Pellanda, "a interação social é paralela com a interação no ciberespaço. O indivíduo passa a contextualizar o ambiente físico em que esta com as buscas e emissões de informação". E no que esta mudança nos afeta? Em inúmeros fatores, e muita gente boa, vem pesquisando sobre os reflexos dessa alteração em nossa sociedade.
O conectado não precisa se exilar em um ambiente, e a pessoa participativa pode ser personagem de sua sociedade, e ainda assim estar conectado. De acordo com Pellanda, "a interação social é paralela com a interação no ciberespaço. O indivíduo passa a contextualizar o ambiente físico em que esta com as buscas e emissões de informação". E no que esta mudança nos afeta? Em inúmeros fatores, e muita gente boa, vem pesquisando sobre os reflexos dessa alteração em nossa sociedade.
Antes se pensava que o avanço da tecnologia iria afastar as pessoas cada vez mais, porém estamos vivendo em uma era onde as pessoas estão se conectando cada vez mais, entre si e entre a sociedade, e cada vez mais rapidamente. A tecnologia vem auxiliando as pessoas a conhecerem outras, com hábitos, gostos ou até medos em comum, conhecer pessoas de lugares distantes e até mesmo, auxiliando em processos como revoluções, ajuda humanitária, ou apenas encontros no shopping.
O termo em si, "Mídia Locativa", é de autoria de Karlis Kalnins (2003), e é definido por André Lemos como "um conjunto de tecnologias e processos info-comunicacionais, cujo o conteúdo da informação está diretamente associado a uma localidade. Elas tornam possível a troca de informações móveis, fornecendo dados dinâmicos sobre um determinado ambiente, criando novas possibilidades de espaço urbano e resignificando as cidades".
Pellanda afirma que "a crescente popularização principalmente de aparelhos celulares (telemóveis) e também palmtops e outros modelos de aparatos portáteis para informações, blogs passam a ser narrados em tempo e no espaço físico onde acontecem as interações sociais que pautam os diários virtuais. Com possibilidades de infra-estrutura proporcionada por redes sem-fio Wi-Fi ou de operadoras de celulares (telemóveis) a Internet ganha movimento e maior possibilidade de imersão no ciberespaço".
O referido autor afirma, que assim como a portabilidade do rádio foi um elemento de mudanças, na década de 50, "a Internet começa a mostrar que o acesso em movimento pode significar alterações profundas em suas linguagens de comunicação".
Bem, que as coisas estão mudando, isso nós estamos percebendo. Muitas coisas estão e ainda vão se transformar. E muitos estudos, análises e reflexões ainda serão feitas. O fato é que, não podemos fechar os olhos para essas transformações, e conviver a parte disso. Esse fragmento foi uma breve explanação sobre esse processo, sob o ponto de vista de alguém que não é dotado de conhecimento teórico, nem prático, mas que nem por isso, se exclui dessa nova etapa. Abaixo, você encontra dicas de leituras "de fundamento" sobre esse assunto.
O referido autor afirma, que assim como a portabilidade do rádio foi um elemento de mudanças, na década de 50, "a Internet começa a mostrar que o acesso em movimento pode significar alterações profundas em suas linguagens de comunicação".
Bem, que as coisas estão mudando, isso nós estamos percebendo. Muitas coisas estão e ainda vão se transformar. E muitos estudos, análises e reflexões ainda serão feitas. O fato é que, não podemos fechar os olhos para essas transformações, e conviver a parte disso. Esse fragmento foi uma breve explanação sobre esse processo, sob o ponto de vista de alguém que não é dotado de conhecimento teórico, nem prático, mas que nem por isso, se exclui dessa nova etapa. Abaixo, você encontra dicas de leituras "de fundamento" sobre esse assunto.
Livros:
Linguagens líquidas na era da mobilidade, de Lucia Santaella.
Sinopse:
Neste livro, Lucia Santaella coloca as linguagens no primeiro plano de cena, para evidenciar que, no universo digital, texto, imagem e som não são mais o que costumavam ser. Deslizam uns para os outros, sobrepõe-se, complementam-se, confraternizam-se, unem-se e separam-se, entrecruzam-se. Tornaram-se leves, perambulantes. Perderam a estabilidade que a força de gravidade dos suportes fixos lhe emprestava.
Resenha do livro.
O que é virtual?, de Pierre Lévy
Resenha do livro.
Sinopse: Resenha do livro.
Sinopse
A respeito da era da informação, o autor observa que este é o momento de reinventar o desenvolvimento urbano, dada a atual transformação tecnológica. Os desafios e perspectivas deste momento do big bang tecnológico são enfocados aqui por quem acredita que podemos criar uma urbanidade civilizada apoiada menos na acumulação de coisas e mais no fluxo de informação. O que é virtual?, de Pierre Lévy
Resenha do livro.
Os computadores e as redes digitais estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano. Pierre Lévy propõe, neste livro, uma terceira possibilidade- ' enquanto tal, a virtualização não é nem boa, nem má, nem neutra'. Acreditando que a virtualização exprime uma busca pela hominização, o autor começa desmontando aquilo que chama de oposição fácil e enganosa entre real e virtual. A seguir, retrabalhando conceitos de outros pensadores franceses contemporâneos- como Gilles Deleuze e Michel Serres-, busca analisar um processo de transformação de um modo de ser num outro.
Artigos:
Comunicação móvel: das potencialidades aos usos e aplicações, de Eduardo Campos Pellanda.
Olhar complexo sobre a internet móvel e o rompimento do cordão umbilical com a informação, de Eduardo Campos Pellanda.
Olhar complexo sobre a internet móvel e o rompimento do cordão umbilical com a informação, de Eduardo Campos Pellanda.
Mobilidade e personalização como agentes centrais no acesso individual das mídias digitais, de Eduardo Campos Pellanda.
Weblogs de bolso: análise do impacto da mobilidade no cenário - publicações instantâneas na Web, de Eduardo Campos Pellanda.
Nomadismo em espaços sociais: uma discussão sobre as novas formas de inteirações potencializadas pela mobilidade da informação, de Eduardo Campos Pellanda.
Disciplina: Convergências e Ubiquidades midiáticas, e através do qual, estou tendo acesso a esse tema.
Disciplina: Convergências e Ubiquidades midiáticas, e através do qual, estou tendo acesso a esse tema.
Cidade e mobilidade: telefones celulares, funções pós-massivas e territórios informacionais, de André Lemos.
Comunicação e práticas sociais no espaço urbano: as características dos Dispositivos Híbridos Móveis de Conexão Multirredes (DHMCM), de André Lemos.
É óbvio que se você for fazer uma pesquisa rápida no Google, sobre mídia locativa, encontrará milhares de artigos, sites, blogs e um monte de gente falando sobre esse assunto. Trago aqui, sugestões de leituras, de pesquisadores prestigiados e confiáveis. Eduardo Pellanda é meu professor no mestrado em Comunicação Social.
Já André Lemos, além de ser mencionado na bibliografia da disciplina de Pellanda, é um dos pesquisadores de Mídia Locativa e escritor de vários livros e artigos acerca do assunto. Além de ser o coordenador do Grupo de Pesquisa em Cibercidades.
Já André Lemos, além de ser mencionado na bibliografia da disciplina de Pellanda, é um dos pesquisadores de Mídia Locativa e escritor de vários livros e artigos acerca do assunto. Além de ser o coordenador do Grupo de Pesquisa em Cibercidades.



0 comentários