Agradecimentos

by - dezembro 10, 2012




Em minha concepção enquanto mestranda, esta é a parte mais desejada do trabalho. Quando escrevi tais palavras, os esforços, as diversas leituras, as noites mal dormidas, as festas, os happy hours e os almoços familiares recusados, a fadiga física e mental, deram lugar aos agradecimentos. Depois do sono, do café, do choro, das incertezas, das conversas, das descobertas e da contemplação do trabalho concluído, é o momento de agradecer, porque nessa trajetória, eu não estava sozinha. Este caminho foi trilhado em grupo, e aos que me acompanharam, lhes ofereço meu “muito obrigada”.

Agradeço à minha mãe, por ter mudado toda a sua vida junto comigo. Ela mudou de cidade, de empregos, de hábitos, para que eu pudesse chegar aqui. E mesmo longe, ela sempre está perto. Durante esses dois anos, minha mãe me ligou todos os dias, e mesmo tendo como recurso somente a voz, me incentivava e acalmava. Mostrava-me, quando eu fraquejava, que dificuldades são normais, mas que é preciso superá-las. Agradeço ao meu pai, por ter me recebido em sua casa, adaptado sua vida e suas finanças, devido ao meu mestrado. Meu pai foi a minha voz da razão, me tornando mais objetiva, mais prática e mais decidida. Com seu jeito, sempre estava presente para um dos muitos abraços que eu precisei durante esse tempo. E se não fosse por ele e seus empréstimos, eu jamais teria iniciado meu mestrado.

Agradeço à minha irmã, minha companheira, confidente, amiga e conselheira. Eu sempre fui a típica irmã mais velha, bancando a “maezona”, mas durante o mestrado, os papeis inverteram-se, e foi a vez da minha irmã cuidar de mim. Ela geriu a casa, cuidou das contas, das compras, da comida, da limpeza, das jarras de café, enquanto minha atenção era dedicada exclusivamente à dissertação. E junto com as xícaras de café, vinham os abraços, os carinhos, os incentivos, e as declarações de que ela sabia da minha capacidade, bastava eu também saber.

Agradeço aos meus amigos, àqueles que sempre tinham um link, um livro, um evento, um autor para me sugerir, mostrando que, de alguma forma, eu ainda estava presente na vida deles, apesar de que o tempo sem vê-los tornava-se cada vez maior, à medida que o término do mestrado se aproximava. Os meus amigos ouviram meus devaneios acadêmicos, minhas reclamações e minhas comemorações a cada conquista deste período. Ouviram os meus “hoje não posso”, “não vou poder ir”, sabendo que o momento em que eu me encontrava, era um momento de foco acadêmico. Obrigada “Confraria dos Mendigos”, os amigos que me mostraram que Porto Alegre não é somente uma selva de pedra, pois aqui existe amor, amizade, cumplicidade e muita diversão.

Agradeço à Tatiane Marks, pois se não fosse ela, eu teria perdido todo o início do meu trabalho, armazenado em um computador que decidiu medir forças comigo. Tatiane foi um dos presentes que eu ganhei de Porto Alegre. Sempre me ouviu, aconselhou, incentivou, e botou juízo na minha cabeça, quando me faltava. Para a arquiteta de informação mais incrível que eu conheço, muito obrigada. Agradeço aos colegas de mestrado que se tornaram grandes amigos. Bruna Silveira, Nancy Viana, R Renato Faillace e Larissa Azubel, obrigada pelas conversas, pelos seminários, por terem tornado minhas aulas e intervalos, muito mais divertido. Obrigada aos Geisquianos, pelos conselhos, pelos incentivos e noites de grupo de pesquisa. Obrigada Mateus Vilela, o presente que eu ganhei da PUCRS. Valeu pelas conversas, pela companhia, pelos lanches, pelos bares. Obrigada por estar ao meu lado, por me ouvir e (tentar) me entender.

Os amigos, assim como a família, estavam ao meu lado, nos momentos difíceis que enfrentei durante esses dois anos de mestrado. E no pior momento deste período, a força e o apoio de uma grande amiga foi fundamental. Seu amparo e seu incentivo, em meio à dor que me cegava e as lágrimas que embasavam meus olhos, me ajudaram a compreender que era preciso lavar o rosto e seguir enfrente, era preciso raciocinar, canalizando a dor e a saudade. Obrigada Darciele Marques. Obrigada também à minha amiga Janiélli Camargo, que mesmo longe, sempre esta aqui perto. Somos um trio que, mesmo longe, continuamos lado a lado.

Agradeço especialmente ao meu avô Paulo Polidoro Weinberg, meu amigo, meu companheiro, meu pai de coração e criação, minha base. É difícil ter que agradecê-lo somente em homenagens póstumas, pois meu objetivo era voltar a São Borja em janeiro, depois da minha defesa, e lhe contar o que eu descobri no mestrado. As conversas via cam acabaram, os telefonemas não existem mais, porque do outro lado da linha, não há ninguém para atender. Meu avô me deixou no final deste percurso, e, de uma hora pra outra, eu perdi o chão. Eu acredito em poucas coisas, mas quero acreditar com todas as minhas forças, que ele está bem.

Por fim, agradeço ao meu orientador por me mostrar a direção do trabalho. Mas principalmente, por ver a capacidade que eu não via, por rir da minha “cara de desespero” e do meu pessimismo exacerbado, e por me fazer sair cada vez mais motivada de cada orientação. Ao final deste percurso, confesso que o único motivo que me trouxe até a PUCRS, quando me inscrevi para o mestrado, foi o desejo de ser sua orientanda. Ao longo das orientações e das conversas, percebi que fiz a escolha certa. E hoje, quando me perguntam: “quem é o teu orientador do mestrado?”; eu estufo o peito e respondo: “o Juremir Machado da Silva”.

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