O diálogo entre o ensino e a aprendizagem

by - abril 26, 2013

                                             

(...) é muito difícil para o professor manter-se dentro de uma visão construtivista se ele não tiver uma postura  intelectual a guiá-lo e lembrar-lhe o tempo todo que o seu olhar não é igual ao olhar da criança (...). p. 29

Os rumos que nossa sociedade está tomando indicam claramente que, para ser capaz de aprender permanentemente - e não importa para que área profissional a pessoa vá se dirigir -, a bagagem básica necessária hoje é acadêmico-cultural, em que se articulam conhecimentos de origem tradicionalmente escolar e relacionados aos movimentos culturais da sociedade. p. 36

(...) é hora de começar a pensar, com maior profundidade, como agir para democratizar, de fato, o acesso à informação e às possibilidades de construção de conhecimento. p. 37

É preciso, pois, educar o olhar para enxergar o que sabem as crianças que aparentemente não sabem nada. p. 49

Um instrumento poderoso para um professor que pretende ampliar o horizonte cultural e o repertório de informações de seus alunos é o jornal. p. 51

A teoria empirista - que historicamente é a que mais vem impregnando as representações sobre o que é ensinar, quem é o aluno, como ele aprende e o que e como se deve ensinar - se expressa em um modelo de aprendizagem conhecido como estímulo-resposta. Esse modelo define a aprendizagem como "a substituição de respostas erradas por respostas certas". p. 55

Poderíamos dizer, em poucas palavras, que na concepção empirista o conhecimento está "fora" do sujeito e é interiorizado através dos sentidos, ativados pela ação física e perceptual. O sujeito da aprendizagem seria "vazio" na sua origem, sendo "preenchido" pelas experiências que tem com o mundo. Criticando essa ideia de um ensino que "deposita" na mente do aluno, Paulo Freire usava a metáfora - "educação bancária" - para falar de uma escola em que se pretende "sacar" exatamente aquilo que se "depositou" na cabeça do aluno. p. 57   

Num modelo empirista a informação é introjetada, ou não. Num modelo construtivista o aprendiz tem de transformar a informação para poder assimilá-la. p. 61

O professor é quem precisa compreender o caminho de aprendizagem que o aluno está percorrendo naquele momento e, em função disso, identificar as informações e as atividades que permitam a ele avançar do patamar de conhecimento que já conquistou para um outro mais evoluído. p. 65

(...) o processo de ensino deve dialogar com o de aprendizagem. p. 65

O conhecimento avança quando o aprendiz enfrenta questões sobre as quais ainda não havia parado para pensar. p. 71

O esforço de comunicar uma ideia sempre faz avançar a compreensão e é altamente produtivo do ponto de vista da aprendizagem. p. 73

O professor mantém em suas mãos o pulso da atividade e o olhar atento, para fazer o tempo todo as correções de rota necessárias. Se percebe que algumas crianças tomam um caminho que não é o ideal para a situação de aprendizagem, tem de responder imediatamente. É o que chamamos de "jodo de cintura" do professor. Muitas vezes é preciso mudar o rumo das coisas para dar conta do processo real que se apresenta. p. 83

(...) a correção é algo relacionado a qualquer situação de aprendizagem, o que varia é como ela é compreendida pelo professor. p. 84

Os alunos sabem o que achamos importante que eles aprendam, mesmo que não digamos nada. p. 89

Avaliar a aprendizagem do aluno é também avaliar a intervenção do professor, já que o ensino deve ser planejado e replanejado em função das aprendizagens conquistadas ou não. p. 95

(...) é da condição humana não suportar o fracasso continuado. p. 97

[o papel do professor] agora tende a ser mais exigente: precisa se tornar capaz de criar ou adaptar boas situações de aprendizagem, adequadas a seus alunos reais, cujos percursos de aprendizagem ele precisa saber reconhecer. p. 118

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