Sick-lit: gênero literário

by - março 15, 2014


Você já ouviu falar em "sick-lit"? Mas já ouviu falar no livro A culpa é das estrelas? Extraordinário? As vanatgens de ser invisível? Pois então, estes, entre outros, se enquadram nesse gênero literário que está ocupando o lugar da fantasia (com seus bruxos, princesas, vampiros e lobisomens) nas estantes dos adolescentes (e dos adultos também). Os críticos começaram a prestar atenção nesse segmento, pois, após cerca de 15 anos, os livros mais vendidos da literatura infato-juvenil não são mais aqueles com histórias fantásticas, e sim, com histórias, digamos, "enfermas". Basta perceber que no topo dos best-sellers do The New York Times está “A culpa é das estrelas”, de John Green, Em segundo lugar, aparece “As vantagens de ser invisível” (editora Rocco).


Sick, em inglês significa doente, e sick-list pode ser compreendido como "literatura enferma". Assim, esse tipo de literatura abarca histórias em que os personagens se vêem envoltos com depressão, doenças graves, tentativas de suicídio, anorexia, entre outros. 

Esse fenômeno tem causado uma certa polêmica porque, ao contrário de Crepúsculo, por exemplo, em que sabemos que tudo ali é fantasia, o sick-lit apresenta-nos histórias que poderiam perfeitamente ser reais, com detalhes e informações "cruéis" sobre doenças, depressão, morte (apesar de John Green utlizar nomes de remédios fictícios em A culpa é das estrelas). 

Sobre essa questão, Danielle Machado, editora da Intrínseca, afirma: "Não acredito que um livro paute as escolhas de um leitor. As pessoas já têm as tendências delas, independentemente da história que vão ler. E, além do mais, sick-lit é um termo muito ruim. Parece uma piada". Para o psicanalista Luiz Fernando Gallego, "o que um livro pode fazer é antecipar um sentimento que já está dentro da pessoa. Mas o livro não é a causa de uma depressão".  

O que precisamos ponderar é se, de fato, esse gênero literário caiu no gosto dos adolescentes ou está sendo impulsionado pelas editoras. Agora, pensar que ler um livro sobre morte ou suicídio pode influenciar um adolescente a fazer o mesmo já ir um pouco além. Uma geração inteira leu e assistiu ao filme Christiane F, e nem por isso se tornou uma geração drograda e prostituída. 

Particularmente, eu sou uma dessas leitoras que saí do gênero das histórias fantásticas (amo Harry Potter e a saga Crepúsculo) e adentrei neste "novo" ramo. Iniciei na sick-lit com Extraordinário e simplesmente fiquei devastada com a história. Apesar de me fazer chorar litros, a obra entrou para a lista dos meus preferidos da vida. 


Exemplos de literatura Sick-lit
(Sinopses retiradas do Skoob)


A culpa é das estrelas
(Vou ler)

A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.




As vantagens de ser invisível 

Elogiado pela crítica e adorado pelos leitores, As vantagens de ser invisível – que foi adaptado para os cinemas com Emma Watson, a Hermione de Harry Potter, e Logan Lerman, de Percy Jackson, no elenco – acaba de ganhar nova reimpressão pela Rocco. Livro de estreia do roteirista Stephen Chbosky, o romance, que vendeu mais de 700 mil exemplares nos EUA desde o lançamento, está de volta ao topo do ranking do The New York Times impulsionado pela adaptação para a telona. Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, As vantagens de ser invisível reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela. As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário. Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo. 



Extraordinário
(Lido)

August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor. 



Como eu era antes de você 
(Lido)

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro. 



Morte súbita 
(Lido)

Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque. A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra. Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista. A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? Com muito humor negro, instigante e constantemente surpreendente, Morte Súbita é o primeiro livro para adultos de J.K. Rowling, autora de mais de 450 milhões de exemplares vendidos. 



Os 13 porquês 
(Vou ler)

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra um misterioso pacote com várias fitas cassetes. Ele ouve as gravações e se dá conta de que foram feitas por uma colega de classe que cometeu suicídio duas semanas antes. Nas fitas, ela explica que 13 motivos a levaram à decisão de se matar. Clay é um deles. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.






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