A Aventura do Livro: do leitor ao navegador
by
Tauana Jeffman
- junho 21, 2014
Sobre o livro:
O livro se desenrola como uma entrevista com Roger Chartier. No decorrer de suas páginas, conhecemos um pouco sobre a história do livro, a revolução de Gutenberg e as transformações que autores, editores e obras sofreram ao longo dos anos.
O autor fala que a revolução do livro eletrônico não é tão "drástica" como pode-se pensar, assim, como não foi uma revolução tão drástica a prensa de Gutenberg. Livros manuscritos e tipografados conviveram por algum tempo.
A experiência com a obra também é amplamente abordada. Você já imaginou como era ler um pergaminho? Como precisava das duas mãos, uma mera anotação precisaria de um ajudante.
O livro em seu inÃcio teve uma profunda relação com o sagrado, e as principais pinturas que as obras apareciam, elas remetiam a palavra do sagrado presente na imagem. Isto foi aos poucos modificando-se, assim como aqueles que estabeleciam o que lerÃamos, ou seja: a famÃlia, a igreja, a escola e a biblioteca. O livro também emancipou-se, digamos assim, das instituições que lhe consagravam.
Compreendemos também que os hábitos de leituras mudaram com o passar do tempo. De uma leitura realizada em voz alta, a um ruminar e, por fim, a uma leitura silenciosa. Os ambientes também mudaram, passando da reclusão dos gabinetes e quartos até o espaço público, como trens, metrôs, aviões e ônibus. Sobre esse contexto, Chartier (1999, p. 144) afirma: "a leitura silenciosa, mas feita em espaço público, é uma leitura ambÃgua e mista. Ela é realizada em um espaço coletivo, mas ao mesmo tempo ela é privada, como se o leitor traçasse, em torno de sua relação com o livro, um circulo invisÃvel que o isola”.
O livro aborda outros assuntos referente à livro, autores e mercado editorial.
Excelente leitura. :D
VÃdeo:
Imagens:
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Carl Spitzweg. Le rat de bibliothèque, cerca de 1850.
Schweinfurt, coleção de Georg Schaefer.
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Resenhas:
Resenha 1
Resenha 2
Resenha 3 (Enem)
Resenha 4
Resenha 5
Resenha 6
Resenha 7
Resenha 8
Resenha 9
Malévola
by
Tauana Jeffman
- junho 19, 2014
Eu tinha ido ao cinema para ver A Culpa é das Estrelas, porque todo mundo está falando do filme, mas principalmente porque eu terminei o livro e agora, óbvio, quero ver ele no telão. Eis que as sessões do dia para o filme estavam todas esgotadas. Já que estávamos lá, eu e minhas amigas, decidimos assistir Malévola. As crÃticas que eu tinha lido sobre o filme não eram muito boas, por isso fui com as expectativas bem baixas para a sala do cinema. Mas então, o filme começa, e a cada cena, vai me arrebatando o coração.
Saà da sala de cinema aos prantos, literalmente. O filme me comoveu de uma forma que eu nem sei explicar. Lindo, perfeito, emocionante e surpreendente. Achei que seria mais uma forma de contar a história da Bela Adormecida, mas uma forma da Disney falar que são os homens que salvam nossas vidas, mais precisamente, prÃncipes em seus cavalos brancos. Mas não. E foi aÃ, com esse novo sentido, que eu não sabia se chorava ou se aplaudia ou se fazia os dois. Na dúvida, chorei muito. Foi IncrÃvel.
(Não leia se não quiser spoilers)
O filme, de uma certa forma, inverte essa lógica "princesa indefesa que procura um prÃncipe" e mostra qual é, de fato, o amor verdadeiro. Aquele capaz de nos salvar de um sono profundo amaldiçoado. O prÃncipe é um mero coadjuvante, não é ele que surge do nada e resolve tudo. Foi o final que qualquer princesa contemporânea imaginaria para o seu conto de fadas.
Também percebemos que devemos pensar muito bem antes de amaldiçoar as pessoas (mesmo sem poder nenhum, claro). Maldições, palavras ofensivas ou negativas são como pregos na madeira: você pode até tirar o prego, mas o buraco que ele fez é para sempre. Malévola se arrepende da maldição que fez, mas não tinha mais volta.
Último aprendizado com o filme: nós mulheres sempre (ou quase sempre, ou muitas vezes) somos magoadas, traÃdas, temos nossas asas arrancadas. Aà saÃmos por aÃ, por um tempo, esbravejando e amaldiçoando o mundo, ou apenas o cara que merece o feitiço. Mas perdoamos. A dor, o sofrimento, pode nos transformar, mas poucas vezes é para algo pior. Já os homens ou o rei, no caso do filme, perde sua vida cego pela vingança e pelo ódio. Talvez aà esteja a grande vingança. Malévola teve o amor que seria do rei e da rainha.
Enfim: SENSACIONAL!
A culpa é das estrelas
by
Tauana Jeffman
- junho 17, 2014
"Alguns infinitos são maiores que outros".
Sinopse do livro:
A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.
Sobre o gênero literário:
Ele é um YA (Young Adult), ou seja, Jovem Adulto. Também pode ser considerado um livro do gênero Sick-lit, que significa, de uma forma geral, "literatura doente". Aliás, exceto o O oceano no fim do caminho, os demais livros citados também pertencem a esse gênero.
Sobre o tÃtulo do livro:
O nome do livro é inspirado em Shakespeare, mais precisamente, na peça Júlio Cesar, ato 1, cena 2: “A culpa, caro Brutus, não está nas estrelas, mas de nós mesmos, que nos rebaixamos ao papel de instrumentos (…)”. Ou seja, nada acontece por culpa dos destino, mas por culpa de nós mesmos. Mas para Hazel e Gus, a culpa é sim das estrelas.
Sobre o livro:
Finalmente eu consegui ler A Culpa é das Estrelas. Finalmente comprei o livro e pude ponderar sobre o "auê" que tá rolando por conta da história. Mas acho que cometi um grande erro: deixei para comprar e ler o livro depois de ter sido inebriada pela onda "John Green". Na minha timeline, pelo menos, não se fala em outra coisa. Pois então, o erro, talvez, foi ter me envolvido em tal onda e ter me deixado levar por altas expectativas em relação ao livro. Eu estava esperando um terremoto de lágrimas, uma enxurrada de dor e comoção com o câncer, mas, sei lá, não foi isso o que aconteceu.
Claro que a história é bem bacana, o livro é bem envolvente e bem gostoso de ler, mas, sinceramente, não sei se eu leria até a lista de supermercados do John Green. Obviamente, não tenho nenhum embasamento teórico nem sou crÃtica literária para dizer: "hum, fraco, esperava mais". Mas de fato eu esperava. Achava que me emocionaria. Achava, do verbo achar, que lembra achismo, que remete ao pensamento pessoal e único da pessoa que acha, no caso, eu.
Então, já que me coloquei na zona dos achismos, vamos lá: a Hazel é uma chata, ô guriazinha chata (e o privilégio do câncer não vai me fazer achar ela legal). O Gus, ah, esse sim, quem não se apaixonaria por esse menino lindo (tô nem aà se só tem uma perna). E a história de amor dos dois é sim bonitinha, encantadora, mas será mesmo que todo mundo tem a sorte da Hazel? (sim, é ficção, lembremos disso). Eu estava me preparando psicologicamente pelo chororo, mas no final do livro eu só chegava no máximo a um: "ai, coitadinho". Não, não sou um coração gelado, só eu sei o quanto eu chorei lendo Extraordinário, O oceano no fim do caminho, Como eu era antes de você, Morte súbita (nesse eu quase desidratei chorando). Por isso acho que talvez, talvez quem sabe, isso aconteceu devido às minhas altas expectativas, ou porque o John Green não me comove. Agora é guardar os lenços para o cinema, pois sei que é só olhar um caixão que eu começo a me desmanchar em lágrimas.
Mas, enfim, o livro é muito bom. O.k?
Resenhas:
VÃdeos:
Mais vÃdeos:
https://www.youtube.com/watch?v=lIWCET5I1Xs
https://www.youtube.com/watch?v=AgdZ2mHTenM
https://www.youtube.com/watch?v=VDqZFSkiGrM
https://www.youtube.com/watch?v=Sv-M7jfTGM0
https://www.youtube.com/watch?v=nFYjd97xV8w
Contágio
by
Tauana Jeffman
- junho 07, 2014
Sinapse:
Se você respondeu propaganda, pense de novo. Hoje as pessoas não dão mais tanta importância para anúncios, elas escutam opiniões. Mas por que falamos mais sobre certos produtos e ideias do que outros? Por que algumas histórias e boatos se espalham com mais facilidade? E o que faz um conteúdo on-line tornar-se viral? Jonah Berger, professor de Marketing de Wharton, passou a última década respondendo essas perguntas. Ele estudou, por exemplo, por que artigos do The New York Times estão sempre na lista dos textos mais enviados por e-mail, ou por que alguns produtos geram boca a boca, e como a influência social define desde os carros que compramos às roupas que vestimos e os nomes que damos a nossos filhos.
Resumo/resenha:
Lançado em 2014, o assunto do livro é tão atual quanto a sua edição. De forma envolvente, explicativa e interpretativa, Jonah Berger mostra-nos os seis passos essenciais para uma ideia/produto/iniciativa pegar. Não são exatamente “as seis regras do contágio”, mas são contextos que os cases virais têm em comum. O autor percebeu esses seis passos no decorrer de longos anos de pesquisas, observando similaridades e discrepâncias entre aquilo que as pessoas mais compartilhavam. A obra, então, é a explicação e a exemplificação de cada passo (onde cada um dos capÃtulos dedica-se a um deles).
O primeiro exemplo do autor é a Blendtec. Em
2006, a Blendtec contratou George Wright como diretor de marketing da empresa. Certo
dia, ele observou Tom Dickson (dono da empresa) testando os liquidificadores,
de modo um tanto quanto peculiar: triturando madeira, entre outras coisas. George
então teve uma ideia. Gastou cinquenta dólares na compra de bolas de gude, bolas
de golfe e um ancinho; colocou um jaleco branco em Tom, direcionou uma câmera
para ele e pediu para que ele repetisse seus testes. Resultado: o liquidificador
transformou as bolas de gude em poeira de vidro, George postou o vÃdeo no
YouTube e deu inÃcio a um dos maiores virais produzidos por uma empresa: o “Será
que vai bater?”. O primeiro vÃdeo teve mais de 300 milhões de visualizações e “a
campanha aumentou as vendas do liquidificador no varejo em 700%”. Hoje em dia
Tom tritura de tudo, desde CD’s do Justin Bieber, iPhones até iPads. Para o
autor, “a história da Blendtec demonstra um dos principais aspectos do conteúdo
contagiante. A viralidade não nasce, ela é produzida” (p. 26-27).
Os seis princÃpios do
contágio
PrincÃpio 1: Moeda
Social
Que
impressão as pessoas causam ao falar sobre um produto ou uma ideia? A maioria
prefere parecer esperta em vez de burra, rica em vez de pobre e descolada em
vez de panaca. Assim, como as roupas que vestimos e os carros que dirigimos,
aquilo que falamos influencia o modo como os outros nos veem. É a moeda social.
Saber de coisas bacanas – como um liquidificador que pode despedaçar um IPhone
todinho – faz as pessoas parecerem sagazes e antenadas. Assim, para fazer com
que as pessoas falem, precisamos elaborar mensagens que as ajude a atingir
essas impressões desejadas. Precisamos encontrar a notabilidade interior e
fazer com que as pessoas se sintam por dentro do que se passa. Precisamos alavancar
uma mecânica de jogo para dar à s pessoas formas de alcançar sÃmbolos de status
visÃveis que elas possam mostrar aos outros.
A bruxa de Blair (Custou 35 mil dólares. Faturou 248 milhões de dólares)
Fourquare
PrincÃpio 2: Gatilhos
Como
lembramos as pessoas de falar sobre nossos produtos e ideias? Gatilhos são
estÃmulos que incitam as pessoas a pensar em coisas relacionadas. Manteiga de
amendoim nos faz lembrar de geleia, e a palavra “cachorro” nos faz recordar a
palavra “gato”. Se você mora na Filadélfia, ver um sanduÃche de filé com queijo
pode fazer lembrar daquele de cem dólares da Barclay Prime. As pessoas com
frequência falam do que quer que lhes venha à cabeça; portanto, quanto mais as
pessoas pensarem em um produto ou ideia, mas ele será falado. Precisamos
planejar produtos e ideias que sejam frequentemente acionados pelo ambiente e
criar novos gatilhos ligando-os a sugestões prevalentes naquele ambiente. O top of mind acaba na ponta da lÃngua.
Rebecca Black (e o pico de visualizações no YouTube nas sextas-feiras)
Man drinks fat
PrincÃpio 3: Emoção
Quando
nos importamos, compartilhamos. Assim, como podemos elaborar mensagens e ideias
que façam as pessoas sentir algo? Conteúdo naturalmente contagiante em geral
evoca algum tipo de emoção. Liquidificar um iPhone é surpreendente. Um potencial
aumento de impostos é enraivecedor. Coisas emocionais com frequência são
compartilhadas. Assim, em vez de martelar sobre a função, precisamos enfocar as
sensações. Mas [...] algumas emoções aumentam o compartilhamento, ao passo que
outras na verdade o reduzem. Por isso, precisamos escolher as emoções certas
para evocar. Precisamos atear fogo. Às vezes, até mesmo emoções negativas podem
ser úteis.
Parisian Love
PrincÃpio 4: Público
As pessoas conseguem
ver quando os outros estão usando nosso produto ou se engajando no
comportamento desejado por nós? A famosa frase “o macaco vê, o macaco faz”
captura mais do que a tendência humana para imitar. Também nos diz que é
difÃcil para o macaco copiar algo que não pode ver. Tornar as coisas mais
observáveis facilita que sejam imitadas, o que aumenta a probabilidade de
ficarem populares. Desse modo, precisamos tornar nossos produtos e ideias mais
públicos. Precisamos planejar produtos e iniciativas que se anunciem por si
mesmos e criem resÃduo comportamental que perdure mesmo depois de as pessoas
terem comprado o produto ou adotado a ideia.
PrincÃpio 5: Valor
prático
Como podemos elaborar
conteúdo que pareça útil? As pessoas gostam de ajudar os outros; portanto, se
pudermos mostrar que nossos produtos e ideias vão poupar tempo, melhorar a saúde
ou economizar dinheiro, elas vão divulgar. Mas, tendo em vista o quanto as
pessoas são inundadas por informação, precisamos fazer nossa mensagem
sobressair-se. Precisamos realçar o valor incrÃvel do que oferecemos – em termos
monetários e outros. E precisamos embalar nosso conhecimento e competência de
modo que as pessoas possam passa-la adiante facilmente.
PrincÃpio 6: Histórias
Em que narrativa mais
ampla podemos envolver nossa ideia? As pessoas não compartilham apenas
informação, elas contam histórias. Mas, assim como o conto épico do Cavalo de
Tróia, as histórias são recipientes que portam coisas como moral e lições. A
informação viaja disfarçada do que parece conversa fiada. Assim, precisamos
construir nossos cavalos de Troia, embutindo nossos produtos e ideias em
histórias que as pessoas queiram contar. Mas precisamos fazer mais do que
apenas contar uma bela história. Devemos tornar a viralidade valiosa.
Precisamos tornar nossa mensagem tão intrÃnseca à narrativa a ponto de as
pessoas não poderem contar a história sem ela.
> Roller Babies da Evian (história que não deu
certo)
> "Nunca diga não ao Panda" (história que deu certo)
Resumindo:
Gatilhos:
Top of mind, na ponta da lÃngua.
Emoção:
Quando nos importamos, compartilhamos.
Público:
Feito para aparecer, feito para crescer.
Valor
prático: Novidades que se podem usar.
Histórias:
A informação viaja disfarçada de conversa fiada.
Referência:
BERGER,
Jonah. Contágio: por que as coisas
pegam. Rio de Janeiro: Leya, 2014.
Sobre o autor:
Jonah Berger é professor de Marketing na The Wharton School e é considerado um prodÃgio da disciplina. Além de lecionar, o autor dedica-se à investigação sobre a influência social e já publicou vários artigos sobre a temática nos meios académicos e também na imprensa generalista, com destaque para o The New York Times, The Wall Street Journal, The Washington Post, Wired ou BusinessWeek. Berger recebeu várias distinções, nomeadamente os prêmios Iron Professor Teaching Award e MBA Curricular Innovation Award da Wharton School.
Resenhas e links:
Resenha 2
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Case 1_Somos todos macacos
Relato sobre o livro 5:15
Imagens











