Malévola

by - junho 19, 2014


Eu tinha ido ao cinema para ver A Culpa é das Estrelas, porque todo mundo está falando do filme, mas principalmente porque eu terminei o livro e agora, óbvio, quero ver ele no telão. Eis que as sessões do dia para o filme estavam todas esgotadas. Já que estávamos lá, eu e minhas amigas, decidimos assistir Malévola. As críticas que eu tinha lido sobre o filme não eram muito boas, por isso fui com as expectativas bem baixas para a sala do cinema. Mas então, o filme começa, e a cada cena, vai me arrebatando o coração.  

Saí da sala de cinema aos prantos, literalmente. O filme me comoveu de uma forma que eu nem sei explicar. Lindo, perfeito, emocionante e surpreendente. Achei que seria mais uma forma de contar a história da Bela Adormecida, mas uma forma da Disney falar que são os homens que salvam nossas vidas, mais precisamente, príncipes em seus cavalos brancos. Mas não. E foi aí, com esse novo sentido, que eu não sabia se chorava ou se aplaudia ou se fazia os dois. Na dúvida, chorei muito. Foi Incrível.  

(Não leia se não quiser spoilers)

O filme, de uma certa forma, inverte essa lógica "princesa indefesa que procura um príncipe" e mostra qual é, de fato, o amor verdadeiro. Aquele capaz de nos salvar de um sono profundo amaldiçoado. O príncipe é um mero coadjuvante, não é ele que surge do nada e resolve tudo. Foi o final que qualquer princesa contemporânea imaginaria para o seu conto de fadas. 

Também percebemos que devemos pensar muito bem antes de amaldiçoar as pessoas (mesmo sem poder nenhum, claro). Maldições, palavras ofensivas ou negativas são como pregos na madeira: você pode até tirar o prego, mas o buraco que ele fez é para sempre. Malévola se arrepende da maldição que fez, mas não tinha mais volta. 

Último aprendizado com o filme: nós mulheres sempre (ou quase sempre, ou muitas vezes) somos magoadas, traídas, temos nossas asas arrancadas. Aí saímos por aí, por um tempo, esbravejando e amaldiçoando o mundo, ou apenas o cara que merece o feitiço. Mas perdoamos. A dor, o sofrimento, pode nos transformar, mas poucas vezes é para algo pior. Já os homens ou o rei, no caso do filme, perde sua vida cego pela vingança e pelo ódio. Talvez aí esteja a grande vingança. Malévola teve o amor que seria do rei e da rainha. 

Enfim: SENSACIONAL! 






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