A teoria da Agenda: a mÃdia e a opinião pública
by
Tauana Jeffman
- agosto 26, 2011
Excelente porque comprova nos mÃnimos detalhes, que a mÃdia influencia a agenda pública. A teoria da agenda nos
revela a prática do agendamento. McCombs (2009) cita Limppmann, que é o pai da
teoria do agendamento. Tal autor afirma que os veÃculos noticiosos são nossas
janelas para o mundo. Que a opinião pública não responde a um ambiente, mas a
um pseudoambiente construÃdo pelos veÃculos noticiosos. Para provar que as
saliências dos veÃculos noticiosos salientam os tópicos da opinião pública,
McCombs (2009) inicia uma detalhada pesquisa sobre a eleição americana de 1940,
que se deu durante muitos anos, sob diversos aspectos. A pesquisa demonstra que
os temas tido como importante para a mÃdia, eram também considerados importantes
pela opinião pública, dando o nome a essa influência da comunicação massiva de
"agendamento" (agenda-setting).
A análise comprovou que
a agenda da mÃdia estabelece a agenda pública. Como se provou isso? A pesquisa
solicitava aos entrevistados que elaborassem um ranking de questões-chaves. Ao
mesmo tempo, fontes principais de informação utilizadas por estes foram
igualmente reunidas e seus conteúdos analisados. O resultado foi que a
saliência dos cinco primeiros temas entre os entrevistados era virtualmente
idêntico à saliência destes temas na cobertura das notÃcias.
Para que nas demais
pesquisas, se pudesse compreender o grau de identidade entre as agendas, foi
criada uma pontuação +1,0 (correspondência perfeita), 0 (não há qualquer
correspondência) e -1 (relação inversa). Constatou-se que o fenômeno do
agendamento é encontrado em temas locais e nacionais. Porém o público não é um
autômato coletivo que passivamente espera ser programado pela mÃdia. O padrão
da cobertura da mÃdia ressoa para alguns temas, mas para outros não. A mente do
público não é uma tabula rasa esperando para ser escrita pelos mass media. Isso acontece porque fatores
psicológicos e sociológicos podem estimular ou constranger o grau de influência
dos mass media. Além disso, a influência
só se dá em veÃculos noticiosos e Estado livre, as notÃcias que são originárias
de veÃculos dominados, não possuem influência na opinião pública. A proposição
geral é que os jornalistas influenciam significativamente as imagens do mundo
de suas audiências. Esses mesmos jornalistas nos apresentam uma visão limitada
do ambiente mais amplo, o pseudoambiente.
Os veÃculos noticiosos são mais do que
simples canais de transmissão dos principais eventos do dia. A mÃdia constrói e
apresenta ao público um pseudoambiente que condiciona como o público vê o
mundo. Pesquisas demonstram também a "sÃndrome mundial da malvadez",
onde a intensificação de notÃcias de crimes, violência, tende a cultivar a
imagem de um mundo relativamente perigoso e malvado. Às vezes, o medo do
público aumenta reciprocamente com o aumento da saliência de crimes na mÃdia,
mesmo que a realidade seja o caminho inverso, onde os crimes diminuÃam, como
revelou a pesquisa no Texas.
McCombs (2009) afirma-nos
que o público tem necessidade de orientação, ou seja, ele necessita
orientar-se, saber do mundo ao seu redor, revelando os temas não intrusos, que
são aqueles que o público possui pouca ou nenhuma experiência pessoal. A
necessidade de orientação fornece uma explicação psicológica detalhada de por
que os efeitos do agendamento ocorrem. De acordo com o autor, há o agendamento
de 1ª dimensão (agendamento tradicional), que é a saliência de objetos, e o
agendamento de 2ª dimensão (agendamento de atributos), que ocorre quando os
aspectos especÃficos do conteúdo da mÃdia sobre temas públicos são
explicitamente ligados ao formato da opinião pública.
Mas, quem define a agenda da mÃdia? o
esforço para essa resposta considera 3 elementos chaves: as principais fontes
que fornecem a informação para as matérias, outras organizações noticiosas e as
normas e tradições do jornalismo. Comunicólogos e RP's são colaboradores
importantes, as organizações noticiosas de maior status definem as agendas de outras organizações noticiosas. Os
estudos comprovam também que a memória coletiva é uma agenda altamente seletiva
dos eventos e das situações do passado que domina a visão pública de sua
identidade histórica. A mÃdia sabe como contar histórias, e elas são mais capazes de criar lendas do que os agentes tradicionais de memória.


































