Por que os homens amam as mulheres poderosas?
De uma forma bem humorada, divertida e cheia de histórias e causos, Argov conta-nos por que os homens amam as mulheres poderosas. Na realidade, ela escreveu um "manual", sobre como a mulher poder ser poderosa, e deixar de ser a boazinha.
Uma mulher poderosa não é uma mulher arrogante, pretensiosa ou metida, de acordo com a autora, a mulher poderosa "não pauta sua vida pelo o que os outros acham dela. ela compreende que cada um tem sua opinião, mas, por isso mesmo, não sofre se alguém não a aprovar. Afinal, é apenas a opinião dessa pessoa. Ela não se considera a dona da verdade e é capaz de ouvir os outros, mas, acima de tudo, consulta seus desejos e procura entender as próprias motivações para fazer suas escolhas. A poderosa é uma mulher confiante que não se deixa intimidar, que sabe vencer o medo e ir em busca de seus objetivos" (2009, p. 172). Ela é dona da sua vida, tem alma e senso de humor.
Já a mulher boazinha, a autora descreve como um verdadeiro capacho, um cãozinho adestrado que espera carinho do seu dono depois de apresentar um número. É aquela mulher que faz de tudo para agradar um homem, não tem poder de decisão sobre sua própria vida, nem de suas emoções. É a mulher que deixa que o homem a trate com desrespeito, e não faz nada para se valorizar, é a carente, que joga seu coração nas mãos do homem, e dá a ele o poder de fazer com isso o que quiser. A boazinha chora, resmunga, choraminga, mendiga carinho. É insegura, e deixa o homem pensar que a tem nas mãos.
O livro trata-se basicamente da diferença entre essas duas mulheres, exemplo de cada uma, e o que cada uma faria em determinada situação. A autora entrevistou diversos homens e percebeu que o que eles procuram é um desafio mental, ou seja, uma mulher poderosa, pois esta não deixa que o homem saiba que a conquistou, ele está sempre a conquistando. Já a boazinha, depois que enjoa, ou que o homem passa a vê-la como sua mãe, torna-se um fardo.
A autora argumenta que não devemos cair na lorota que um homem deseja ser um príncipe encantado que salvará a princesa em apuros. Ela sitou um de seus entrevistados que falou "quando você salva uma donzela com problemas, tudo o que você ganha é uma donzela problemática".
Apesar de não concordar com alguns pontos de vistas da autora, achei a leitura muito interessante, pois você passa a perceber sinais e ações que antes nem imaginava que fizessem diferença. É interessante ver os depoimentos de o porquê que alguns homens terminaram seus relacionamentos, ou estão com suas companheiras até hoje.
No decorrer do livro, a autora sita várias frases interessantes de pessoas importantes. A que eu mais gostei foi a que Albert Einstein falou sobre a esposa, em seu quinquagésimo aniversário de casamento:
"Quando nos casamos, fizemos um pacto. Era assim: em nossa vida juntos, ficou decidido que eu tomaria todas as grandes decisões e minha esposa, todas as pequenas. Por 50 anos, nós cumprimos esse pacto. Acredito que essa é a razão do sucesso do nosso casamento. Entretanto, o mais estranho é que, durante todos esses anos, nunca houve uma grande decisão".
Então, fica a dica de um livro bem gostoso de ler, bem interessante e que faz você ver com outros olhos, atitudes, palavras e gestos, seus e de seu companheiro.

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