1930: águas da revolução
O livro é muito bom. Sou suspeita para falar, tanto pelo escritor, tanto pelo tema, mas é a pura verdade. Quem se interessa pela história do Brasil, do Rio Grande do Sul, ou por histórias de guerras, vai adorar o romance de Juremir Machado da Silva, que conta a história de uma das mais importantes revoluções de nossa história, que acabou com a República Velha e com a presidência de Washington Luís.
Silva conta-nos praticamente todas as tramas, armações, conversas, traições, decepções e acordos que fizeram com que o dia 03 de outubro de 1930, fosse marcado como data histórica para os brasileiros. Conta-nos também, em paralelo com a história da revolução, a relação de amor e ódio que existiu entre Getúlio Vargas e João Neves, antes seu aliado, depois, seu opositor, que até chegou a escrever um livro, contendo suas acusações ao então ditador, chamado "Acuso". Ao qual, Getúlio Vargas tinha dedicado leitura. Silva relata-nos também a história de Gabriel, um soldado que participou da revolução de 30, de 32 e de tantas outras, e aos 98 anos, ainda possui lembranças vivas e sagacidade para relatá-las à Silva.
O subtítulo do livro é "águas da revolução" porque durante o mês de outubro, choveu uma grande quantidade, perto do que antes chovia, principalmente no Paraná. A chuva tanto dificultava a ação dos revolucionários, quanto chateava Getúlio Vargas, que se perguntava: "por que chove tanto?".
Referência:
SILVA, Juremir Machado da. 1930: águas da revolução. Rio de Janeiro: Record, 2010.

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