Estratégia em Mídias Sociais
A inteligência é
coletiva e o capital é social
Interessante
o livro de Fabio Cipriani. Gostoso de ler (como a maioria desses
livros sobre mídias/redes sociais), a obra apresenta-nos conceitos
relacionados às mídias sociais, mas vai além por nos guiar de
forma objetiva, através de ações, percepções, roteiros e
esquemas, na inserção de uma empresa no universo das mídias
sociais.
Como
outros livros sobre o tema, também ressalta as características das
mídias sociais, suas vantagens para os negócios e a transformação
que está causando no mercado e na sociedade. Como outras
bibliografias, destaca que agora, com a internet, as pessoas tem voz
e vez, podem expressar-se, reclamar, interagir, socializar. Conta-nos
alguns casos que são citados em grande parte desses livros, como o
caso de Jeff Jarvis com a Dell Hell, da Locaweb, entre
outros. Lembra também que as empresas não podem ser as mídias
sociais apenas como mídias, mas como uma plataforma de
relacionamento, de diálogo.
Sua
diferenciação se dá na explanação sobre o novo consumidor (autor
explica-nos detalhadamente esse novo consumidor através de suas
necessidades, decisões, experiências e impressões), mensuração,
ROI e métricas em mídias sociais, com a explicação de estratégias
que podem ser utilizadas. Além disso, o livro apresenta uma riqueza
ímpar em referências bibliográficas, entrevistas, cases e
exemplos.
Curiosidades:
Brazilian
Internet Phenomenon: denominação
utilizada fora do Brasil para a invasão de brasileiros em
sites que não foram criados aqui (como o Orkut, o Facebook e o
Twitter). p. 04
Bookcrossing:
prática de deixar livros em
lugares públicos para que outras pessoas peguem e se sintam
encorajadas a fazer o mesmo. p. 59
Clube
dos autores: é um site onde
qualquer autor que tenha escrito e diagramado um livro sobre qualquer
assunto pode colocar seu trabalho à venda cobrando o valor dos
direitos autorais que achar conveniente. p. 69
Andrew
Keen: conhecido como o “anti
cristo” do Vale do Silício acredita que as pessoas tornaram-se
marcas e que vivemos a nova era do individualismo.
Dooced:
termo utilizado por Heather
Armstromg para denominar funcionários despedidos por problemas com
seus blogs/redes sociais.
WOMMA:
a word of mouth marketing association publicou um guia de métricas e
mesuração.
Bibliografias
interessantes mencionadas na obra
Computer
and Dynamo, de Paul David (1989): seu estudo diz que, tanto as
lâmpadas, motores elétricos e computadores, primeiro foi necessário
uma mudança na forma como as linhas de produção eram estruturadas,
depois veio o treinamento dos funcionários que iriam fabricar esses
itens e, mais além, os usuários, os clientes precisavam ter suas
redes elétricas adaptadas para que toda essa parafernália
promissora funcionasse. p. 21
O
mundo é plano, de Thomas
Friedmann: “os maiores ganhos em produtividade acontecem quando uma
nova tecnologia é combinada com novas formas de fazer negócios”.
Capitalismo,
socialismo e democracia, de
Joseph Schumpeter (1942):, o autor apresenta o conceito de
“destruição criativa”, ou seja, o conceito de que as inovações
tecnológicas trazidas pelas empresas e pessoas, além de contribuir
para o contínuo crescimento econômico, também enfraquecem e podem
fechar as empresas que antes exploravam a tecnologia substituída por
essa inovação. Exemplos: fitas VHS, Poladóides, máquinas de
escrever, etc.
The
hyper-social organization, de
Morran e Gossieaux (2010): os autores apresentam sua visão sobre
alguns impactos que a Web 2.0 está causando na empresa formada por
humanos 1.0. Os autores também explicam a transformação de alguns
elementos-chaves, de uma empresa atual (segmentação, canais,
centrado na empresa, processos) para uma empresa hipersocial (tribos,
redes, centrado no ser humano, desordem).
Reinventando
o seu próprio sucesso, de
Marshall Goldsmith: afirma que as pessoas se comportam segundo uma
lei natural movida pelos seus próprios interesses. As pessoas buscam
quatro coisas fundamentais na vida: dinheiro, poder, popularidade e
status.
A
lógica do consumo, de Lindstrom
e Vamos às compras!,
de Underhill: ambos afirmam que, quando compramos, agimos de forma
completamente inesperada segundo a ideia convencional de consumo.
Afirmam que sexo não vende, que medo, culpa e religião são
coadjuvantes essenciais na decisão irracional e que os nossos cinco
sentidos são mais importantes no estabelecimento da necessidade do
que antes imaginávamos.
Ibraim,
de Gary Small (2008): defende e comprova que a internet está
alterando nossa atividade cerebral. Ficamos mais ágeis, rápidos,
criativos e filtramos melhor a informação.
O
paradoxo da escolha, de Barry
Schwartz (2004): fala sobre a confusão mental causada pelo excesso
de opções que faz com que deixemos de escolher ou escolhamos errado
nas nossas decisões.
Modernidade
líquida, de Zygmunt Bauman
(2000): “a infelicidade dos consumidores deriva do excesso e não
da falta de escolha”.
A nova
desordem digital, de David
Weinberger (2006): o autor explica que, no mundo digital, onde a
informação ficou toda misturada devido à sua avassaladora
abundância e crescimento rápido, nós podemos classificar a bagunça
com diversas palavras que não se relacionam necessariamente umas com
as outras (chamadas de tags).
Fenômenos
sociais nos negócios, de
Charlene Li (2009): “o relacionamento entre as empresas e os
consumidores mudou; em vez de mensagens monodirecionais com o
mercado, agora temos diálogos”.
Frases interessantes:
“Grandes
realizações não são alcançadas por impulso, mas por uma série
de pequenas ações conjuntas”,
Vicent Van Gogh
“Líderes
não criam seguidores, eles criam mais líderes”, Tom
Peters
“Faça
o que você faz tão bem que eles vão querer ver de novo e trazer os
amigos” Walt Disney
CIPRIANI,
Fabio. Estratégia
em mídias sociais: como
romper o paradoxo das redes sociais e tornar a concorrência
irrelevante. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

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