O Teorema Katherine
Sim, eu leio YA. Sim, eu gostei muito do livro, mas não achei tão sensacional assim como li em alguns comentários por aí (espero que A culpa é das estrelas seja melhor). Ou talvez eu esteja sendo um pouco exigente demais, porque o último livro ficção que li antes desse era simplesmente extraordinário, literalmente. Demorei muito para ler as 50 primeiras páginas, mas depois finalizei ele em um dia. Acho que foi aí que o livro se desenrolou e começou a ter graça.
O Teorema Katherine é a história de Colin, um menino prodígio que queria ser um gênio, mas acabou sendo apenas um sabichão (apensar de falar 8 línguas e ler 400 páginas diariamente desde os seus 7 anos). Mais precisamente, o livro fala sobre seus relacionamentos amorosos. 19 ao total, todos com meninas que se chamavam Katherine. Após a K-19 terminar com ele, Colin se vê com a cara no carpete, sem vontade de levantar, apenas sentindo o enorme buraco que se formava dentro dele.
Hassan, o seu melhor amigo, resolve fazer alguma coisa para mudar a situação e propõe que os dois façam uma viagem com o rabecão de Satã (o carro de Colin), sem destino certo. A ideia era perfeita, já que os dois estavam de férias e que Colin precisava ocupar a cabeça com outras coisas.
No entanto, eles não vão muito longe, e acabam ficando e fazendo amizade em uma cidadezinha chamada Gutshot. É nesse lugar que eles conhecem Lindsey e a história dos três (Colin, Hassan e Lindsey) começa a mudar.
Colin, ainda pensando em k-19 e o que fizera de errado, acredita que todos os seus relacionamentos podem ser representados por fórmulas. Ou melhor, acredita que um teorema, com variáveis e cálculos, poderia prever quem terminaria com quem, e quando esse término ocorreria.
Após muitas coisas acontecerem e muitas convicções se perderem, Colin percebe que o teorema funciona para os relacionamentos que já teve, mas não para os que terá, porque o futuro é imprevisível. Compreende também que sua obsessão por ser importante e inesquecível não justifica-se, pois todas as pessoas um dia serão engolidas pelo tempo, não importando se foram gênios ou sabichões, pois inesquecível mesmo são as histórias.
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