[Autores] Jean Baudrillard
Jean Baudrillard (1929-2007), professor, sociólogo e filósofo francês, é considerado um dos principais críticos da pós-modernidade e um dos autores que melhor “diagnosticaram o mal-estar contemporâneo”. É considerado por Silva (2007, p. 8), como o maior pensador francês “dos últimos 50 anos na capacidade de aliar originalidade de idéias e exuberância de estilo”. É o teórico que cunhou a noção de simulacros e simulações, acreditando na existência de uma hiper-realidade, após a morte do real. Pensador dotado de sarcasmo, chamado por alguns na França de "coveiro das ideologias e apolítico" por não posicionar-se nem de esquerda, nem de direita, pois era, de acordo com Silva (2007, p. 8-10), “marxista, estruturalista, pós-estruturalista e, finalmente, um niilista genial” ao mesmo tempo em que era “um extraordinário paroxista. Mas um paroxista diferente”. Caracteriza-se como um duro crítico dos imbecis (BAUDRILLARD, 2003, p. 99).
Baudrillard não é um “teórico do virtual”, como dizem alguns pesquisadores, mas sim, “um derradeiro e maldito discípulo de Nietzsche, dos surrealistas, dos dadaístas e de todos os artistas e intelectuais que tentaram subverter a ordem do mundo através das palavras”, diz Silva (1999, p. 24). Baudrillard (apud SILVA, 1999, p. 33), por sua vez, argumenta que é e não é anarquista, visto que se define como um “anarquista de personalidade” enfatizando: “faço o que faço, sou o que sou, não me aborreçam, não me explico diante da sociedade”.
Maffesoli (2001, p. 81) critica Baudrillard, afirmando que ele, assim como Wolton, Bréton e Virilio, teria receio frente ao bombardeio de imagens que presenciamos hoje, principalmente através da internet, o que se trataria de um “medo do não-racional”. Baudrillard (2011, p. 57) acredita que “não pensamos o virtual”, nós somos pensados por ele. Tal fato leva o autor a crer que “não podemos nem imaginar o quanto o virtual já transformou, como que por antecipação, todas as representações que temos do mundo”. Afirma ainda que não podemos imaginar o virtual porque ele se caracteriza por “não somente eliminar a realidade, mas também a imaginação do real, do político, do social”. Baudrillard (2011, p. 132) afirma que o computador não é mais apenas um objeto, “o computador é uma verdadeira prótese”.
Irônico e sagaz, Baudrillard é um severo crítico da pós-modernidade, afirmando que o real deixa de existir, dando seu lugar às simulações e aos simulacros, enfim, a uma hiper-realidade. Seus livros, com teorias de “fim dos tempos”, inspirou filmes como “Truman Show (1998) e a série Matrix (1999)”.
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