Extraordinário
Extraordinário
é pouco para este livro. Mas talvez esta seja a única palavra no
dicionário capaz de traduzir o que ele é: extraordinário.
Eu
me interessei pela obra quando li algumas resenhas positivas no
Skoob. Lendo as considerações das outras pessoas, fiquei
extremamente curiosa. Assim, quando o vi na Livraria Cultura, eu não
resisti. Logo que comprei, comecei a ler timidamente as primeiras 30
páginas, mas devido ao grande número de leitura que tinha para as
minhas aulas, acabei negligenciando o livro. Quando essas leituras
diminuíram um pouco, decidir ler mais sobre o “Extraordinário”.
Foi então que a história me deu um abraço apertado e aconchegando
e só me soltou quando eu finalizei sua leitura. Li as 290 páginas
restantes em duas noites, e sinceramente, estes é um daqueles livros
que você quer muito ler, mas não quer terminá-lo.
A
história é sobre August Pullman, ou Auggie, como seus pais e amigos
lhe chamam. Auggie tem 10 anos e é a primeira vez que ele
frequentará a escola. Ele tinha aulas em casa com sua mãe, porque
desde que nasceu, passou por inúmeras cirurgias e sofreu diversas
complicações em sua saúde. Auggie tem um tipo de anomalia facial,
o que o faz um menino “desfigurado”. Para se ter uma ideia, ele
retirou um pedaço do osso do quadril para construir seu maxilar. Os
médicos nem sequer conseguem explicar o que Auggie tem, mas afirmam
que é um milagre ele estar vivo.
O
início da escola é difícil para qualquer pessoa, imagine para um
menino com a aparência peculiar de Auggie. Ele sofre muito no
colégio, sente e ouve a crueldade das pessoas. Comprova que crianças
podem ser tão cruéis ou tão gentis quanto os adultos. Acompanhamos
como é difícil para ele, ver as pessoas trocando de calçada ao
verem-no, ou lavando as mãos imediatamente após tocá-lo por
acidente, ou tendo um ataque histérico porque a professora mandou
dançar com ele. Dói ler como as pessoas podem ser cruéis, mesmo
sem querer.
Mas
Auggie também faz amigos, e apesar de algumas decepções, ele
conquista amigos leais. Os amigos percebem o menino por detrás do
rosto peculiar. Compreendem que ele é engraçado, divertido e sua
maior qualidade é rir dos seus problemas, ou da sua “feiura”.
Ela está tão acostumado à repulsa das pessoas, que não liga mais
para elas, apenas vive. Mas às vezes, todos nós nos sentimos
esgotados de lutar contra o mundo, e assim, Auggie também chora,
exausto de tanta maldade.
Os
pais de Auggie rebatem com amor e dedicação a maldade do universo.
Para eles, Auggie e Via (sua irmã mais velha) são tudo. A relação
da família mostra-nos como o amor pode superar barreiras, como a
nossa mãe pode sofrer calada, os nossos problemas, como a presença
ou a ausência dos pais pode influenciar no que somos e como vemos o
mundo. A família de Auggie é invejada por seus amigos, acho que é
porque são, realmente, uma família. Ou seja, não são apenas laços
sanguíneos que os une, mas o amor e a dedicação um pelo outro.
Enfim,
com a história de Auggie refletimos muito sobre generosidade,
amizade, lealdade, amor, gentileza. Percebemos que a vida é muito
melhor quando somos “mais gentis que o necessário”.
Compreendemos que todos temos problemas, uns mais outros menos. Mas a
grande diferença é como lidamos com eles.
O
final da história é simplesmente sensacional. Eu ri, chorei, ri,
chorei ao longo da leitura, mas ao final chorava involuntariamente.
Mesmo depois de concluir a leitura do livro, eu chorava abraçando-o.
Não sei se é porque eu me emocionei profundamente com a história,
ou se eu não queria dizer adeus ao Auggie.
Preceito
do Auggie: “Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma
vez na vida, porque nós vencemos o mundo”.
O livro vai virar filme :D
O livro vai virar filme :D
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