Extraordinário

by - junho 03, 2013



Extraordinário é pouco para este livro. Mas talvez esta seja a única palavra no dicionário capaz de traduzir o que ele é: extraordinário.

Eu me interessei pela obra quando li algumas resenhas positivas no Skoob. Lendo as considerações das outras pessoas, fiquei extremamente curiosa. Assim, quando o vi na Livraria Cultura, eu não resisti. Logo que comprei, comecei a ler timidamente as primeiras 30 páginas, mas devido ao grande número de leitura que tinha para as minhas aulas, acabei negligenciando o livro. Quando essas leituras diminuíram um pouco, decidir ler mais sobre o “Extraordinário”. Foi então que a história me deu um abraço apertado e aconchegando e só me soltou quando eu finalizei sua leitura. Li as 290 páginas restantes em duas noites, e sinceramente, estes é um daqueles livros que você quer muito ler, mas não quer terminá-lo.

A história é sobre August Pullman, ou Auggie, como seus pais e amigos lhe chamam. Auggie tem 10 anos e é a primeira vez que ele frequentará a escola. Ele tinha aulas em casa com sua mãe, porque desde que nasceu, passou por inúmeras cirurgias e sofreu diversas complicações em sua saúde. Auggie tem um tipo de anomalia facial, o que o faz um menino “desfigurado”. Para se ter uma ideia, ele retirou um pedaço do osso do quadril para construir seu maxilar. Os médicos nem sequer conseguem explicar o que Auggie tem, mas afirmam que é um milagre ele estar vivo.

O início da escola é difícil para qualquer pessoa, imagine para um menino com a aparência peculiar de Auggie. Ele sofre muito no colégio, sente e ouve a crueldade das pessoas. Comprova que crianças podem ser tão cruéis ou tão gentis quanto os adultos. Acompanhamos como é difícil para ele, ver as pessoas trocando de calçada ao verem-no, ou lavando as mãos imediatamente após tocá-lo por acidente, ou tendo um ataque histérico porque a professora mandou dançar com ele. Dói ler como as pessoas podem ser cruéis, mesmo sem querer.

Mas Auggie também faz amigos, e apesar de algumas decepções, ele conquista amigos leais. Os amigos percebem o menino por detrás do rosto peculiar. Compreendem que ele é engraçado, divertido e sua maior qualidade é rir dos seus problemas, ou da sua “feiura”. Ela está tão acostumado à repulsa das pessoas, que não liga mais para elas, apenas vive. Mas às vezes, todos nós nos sentimos esgotados de lutar contra o mundo, e assim, Auggie também chora, exausto de tanta maldade.

Os pais de Auggie rebatem com amor e dedicação a maldade do universo. Para eles, Auggie e Via (sua irmã mais velha) são tudo. A relação da família mostra-nos como o amor pode superar barreiras, como a nossa mãe pode sofrer calada, os nossos problemas, como a presença ou a ausência dos pais pode influenciar no que somos e como vemos o mundo. A família de Auggie é invejada por seus amigos, acho que é porque são, realmente, uma família. Ou seja, não são apenas laços sanguíneos que os une, mas o amor e a dedicação um pelo outro.

Enfim, com a história de Auggie refletimos muito sobre generosidade, amizade, lealdade, amor, gentileza. Percebemos que a vida é muito melhor quando somos “mais gentis que o necessário”. Compreendemos que todos temos problemas, uns mais outros menos. Mas a grande diferença é como lidamos com eles.
O final da história é simplesmente sensacional. Eu ri, chorei, ri, chorei ao longo da leitura, mas ao final chorava involuntariamente. Mesmo depois de concluir a leitura do livro, eu chorava abraçando-o. Não sei se é porque eu me emocionei profundamente com a história, ou se eu não queria dizer adeus ao Auggie.


Preceito do Auggie: “Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque nós vencemos o mundo”.  





O livro vai virar filme :D

Book trailer
                                          





You May Also Like

0 comentários