Louca por Homem
Gostei muito da leitura do livro da Claudia (afinal Claudia Tajes é Claudia Tajes), apesar dele não ser o meu preferido. Ao contrário do que podemos pensar, com este título, imaginando que trata-se da história de uma mulher ninfomaníaca, um tipo de Mara Tara, o livro conta-nos a história de Graça, uma professora de Paleontologia I que perde sua personalidade a cada novo namorado (se é que ela tenha personalidade).
Graça, aos 15 anos, se converteu ao Judaísmo por causa de um vizinho judeu, e essa foi o primeiro de muitas mudanças que sua vida/personalidade/guarda-roupa/alimentação/religião sofreu ao longo de sua trajetória.
Graça se converteu ao Judaísmo, transformou-se numa maníaca da limpeza, tornou-se fumante, virou uma pessoa simples e se desfez de muitas coisas que possuía, frequentou saraus literários e teve a ideia de tornar-se poetiza, tornou-se adepta do sexo tântrico, virou uma profunda conhecedora de bebidas e da vida noturna, chegando a atender no bar de um dos namorados, aprendeu e praticou inúmeros tipos de esporte, ao namorar um personal trainer, com o qual teve um filho, o Tito, tornou-se uma pessoa triste, virou uma nacionalista nata, extinguindo de sua vida, qualquer coisa que fosse estrangeira, e até mística. E todas essas mudanças foram desencadeadas por seus novos relacionamentos.
O interessante do livro, é que, ao contrário da mulher feia, Graça era bem-sucedida no campo afetivo, o que não a impedia de realizar loucuras apenas para tentar um novo relacionamento com quem ela imaginava ser o grande amor de sua vida. As vezes dava certo, e ela até morava com seu afer, mas muitas vezes dava errado, e Graça então, partia para a próxima. É interessante também notarmos que Claudia faz uma crítica a essas mulheres sem personalidade, que se moldam à personalidade de seus companheiros, criando assim "tudo em comum". Creio que a mulher tem que ser ela própria, independente de quem a acompanha ao lado. É legal ver Graça, bonita e inteligente, buscando o que deseja, e apostando todas as suas fichas numa aposta, o que não é legal, é ver que os relacionamentos mostram-se mais importantes que sua profissão, sua família, e ela própria.

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